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França

Onda de calor na França preocupa hospitais

media Duas mulheres se refrescam na fonte do Trocadero em Paris, 25 de julho de 2018 BERTRAND GUAY / AFP

O calor intenso voltou a atingir um terço da França nesta quinta-feira (2) e deve permanecer assim por vários dias. No país, 34 dos 101 departamentos já estão em estado de atenção. Mas para o presidente da Associação de Médicos Socorristas do país, Patrick Pelloux, os hospitais já estão saturados, antes mesmo da chegada das mais altas temperaturas.

“Já estamos no limite, a chegada de novos pacientes por causa da onda de calor só vai piorar uma situação que já é crítica”. Esse é o cenário previsto por Patrick Pelloux para as próximas semanas. Segundo o médico socorrista, falta estrutura para conseguir cuidar de todos pacientes em boas condições.

Nos próximos dias, o Instituto de Meteorologia da França, a Méteo France, prevê que as temperaturas comecem a subir pelo sul do país até ocupar todo território já no fim de semana. Algumas cidades do sul devem registrar temperaturas acima dos 40 graus. “É um fenômeno particularmente intenso e duradouro”, destacou o meteorologista Olivier Proust. “É preciso voltar a 2006 para encontrar temperaturas tão altas em todo o país”, concluiu.

Em 2006, mais de mil mortes foram registradas, decorrentes de outra onda de calor. Mas os números são baixos quando comparados com os de 2003, quando 15 mil pessoas perderam a vida. A ministra da Saúde, Agnès Buzyn, afirmou que o país está melhor preparado, mas para Patrick Pelloux, a realidade é outra.

Profissionais terão que “se virar”

Pelloux reconhece que uma mobilização nacional foi instaurada, principalmente na divulgação de informações sobre as atitudes corretas para enfrentar o calor, mas critica a falta de estrutura. “Caso um plano de emergência – acionado em momentos de crise – venha a ser declarado, não teremos como colocá-lo em prática”, afirmou o médico. “Há um verdadeiro estado de alerta nos hospitais franceses, uma situação que é crônica e permanente que já dura há anos”, denunciou Pelloux. “Fechamos muitos leitos e hospitais nos últimos anos”, afirmou.

O médico socorrista afirmou que os profissionais de saúde que trabalham nos prontos-socorros vão conseguir “se virar”, mas destacou que a falta de estrutura não vai permitir a abertura de novos leitos, como chegou a anunciar a ministra da Saúde, Agnès Buzyn.

Em Paris, várias medidas estão sendo tomadas para tentar minimizar os efeitos do calor intenso. Os parques da cidade, que normalmente fecham às 21 horas, ficarão abertos toda a noite. “Os parques dispõem de fontes com agua potável, excelentes pontos para se hidratar e refrescar. A cidade de Paris terá um esquema de segurança especial para que os parisienses e os turistas possam aproveitar dessas estruturas nas melhores condições”, afirmou a prefeitura em nota.  

Com informações da AFP

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