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França

Gabinete de Macron deveria ter agido contra assessor que bateu em manifestante, diz ministro do Interior

media Audiência do Ministro do Interior , Gérard Collomb, para "esclarecer os fatos ocorridos durante a manifestação de Paris de 1º de maio de 2018". Captura de vídeo assembleia nacional tv

O ministro do Interior francês, Gérard Collomb, se defendeu nesta segunda-feira (23) na Assembleia Nacional das críticas envolvendo sua responsabilidade no caso Benalla, o funcionário do palácio do Eliseu que se vestiu de policial e agrediu um jovem durante as manifestações do 1° de maio. O vídeo, revelado pelo jornal Le Monde, gerou o maior escândalo no governo de Emmanuel Macron desde o início do mandato do presidente, em 2017.

O ministro foi ouvido durante mais de duas horas pela comissão de leis da Assembleia, transformada em comissão de investigação do caso. Representantes dos partidos de direita e da esquerda pedem sua demissão. Collomb afirmou que foi informado no dia seguinte da ocorrência da existência do vídeo onde Benalla agride dois manifestantes. O ministro francês também estimou que não cabia a ele acionar a Justiça pelos atos violentos de Benalla, assessor da segurança de Macron, que ele condenou.

Gabinete da Presidência é responsável

“A ação na Justiça não é da alçada do ministro”, disse Collomb. O artigo 40 do Código Penal prevê que os funcionários ligados à função pública, incluindo o presidente, devem informar o Procurador da República se estiverem a par de qualquer crime ou delito. Mas o ministro francês defendeu que o contato com a Justiça deve ser feito pelos responsáveis administrativos, mais presentes no dia a dia. Segundo ele, o gabinete de Macron e a Secretaria de Segurança Pública de Paris estavam a par da situação “e cabia a eles tomarem uma atitude”.

O ministro ainda declarou que, durante as discussões com Macron no final de semana, “ele parecia mais preocupado com a análise da reforma constitucional”, que foi suspensa, do que com o caso Benalla, provocando risos na Assembleia Nacional. Pouco antes da sabatina do ministro do Interior, o porta-voz do governo, Benjamin Griveaux, disse à rádio francesa RTL que o presidente, que se manteve em silêncio desde o início do escândalo, estava “determinado a revelar a verdade".

Demissão

No domingo à noite, pessoas próximas do chefe de Estado francês disseram que ele considera os atos cometidos pelo seu assessor “inaceitáveis” e prometeu que não haverá “impunidade”. Alexandre Benalla, 26 anos e Vincent Crase, funcionário do partido do presidente, “A República em Marcha”, foram demitidos na sexta-feira (20).

Outros três policiais do alto escalão foram afastados do cargo, suspeitos de terem enviado para Benalla imagens registradas pelas câmeras de segurança. Todos os cinco foram indiciados neste domingo por “violência em grupo” e “ingerência no exercício de uma função pública”.

 

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