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França

Exemplaridade de Macron ficou para trás, diz imprensa francesa sobre escândalo envolvendo segurança do presidente

media Imprensa desta segunda-feira (23) fala do caso "Benalla", assessor de segurança de Macron que agrediu manifestantes, 23 de julho de 2018 Fotomontagem RFI

Quatro dias após a divulgação do vídeo mostrando Alexandre Benalla, assessor de segurança do presidente Emmanuel Macron, agredindo um manifestante no desfile de 1º de maio, a imagem de um “presidente exemplar” ficou para trás.

Nesta manhã, o jornal Les Echos descreveu como o caso Benalla foi crescendo como uma bola de neve. Após a revelação do vídeo onde vemos Alexandre Benalla agredindo violentamente dois manifestantes que já haviam sido controlados pela polícia, a única medida tomada pelo governo de Macron foi a de demiti-lo. A partir daí, novas informações sobre as regalias que o funcionário recebia foram surgindo. Além de um salário mensal de € 10 mil, Benalla tinha direito a um carro com motorista e um apartamento pertencente ao Eliseu em um bairro nobre da capital.

Os deputados da esquerda como da direita querem explicações do poder executivo para determinar qual era exatamente o papel de Alexandre Benalla ao lado do presidente, entender a presença dele ao lado de policiais nas manifestações de 1º de maio e a falta de inquérito depois do fato. “É uma crise importante, na medida em que ela é um sintoma do desequilíbrio de um poder jupteriano e da demonstração excessiva do poder presidencial”, analisa o cientista político Pascal Perrineau para o Les Echos.

Exemplaridade

“Você disse, exemplaridade? ”. Em seu editorial desta segunda, o jornal conservador Le Figaro procura entender onde foi parar a “Republica exemplar” de Emmanuel Macron. “Para que falar em ‘grande limpeza’ e ‘renovação da vida pública’ se um superpresidente fascinado por seu segurança acaba impondo suas vontades à República”, escreve Laurence de Charette, chefe de redação do diário.

“Àqueles que querem acreditar em ‘novos ares’ e em ‘renovação’ da política prometida pro Macron, o caso Benalla oferece somente salas secretas, polícias paralelas, vontades do príncipe, regalias...”, afirma Laurence de Charette.

“Àqueles que a sonhavam como clara, transparente, exemplar, a República aparece, mais do que nunca, frágil, abandonada às mãos de certas pessoas incompetentes e truculentas que parecem ter invadido o palácio do Eliseu”, completou.

O jornal Aujourd’hui en France também destaca a pancada que o caso Benalla está sendo para Emmanuel Macron. “A eleição de Macron havia criado muita esperança em grande parte dos franceses que acreditavam em uma nova política e o fim das práticas de um ‘velho mundo’, aquele da impunidade. Em junho de 2017, a demissão de François Bayrou, à época ministro da Justiça, após um escândalo de empregos fictícios em seu próprio partido, parecia o começo dessa nova República tão prometida durante a campanha. O caso Benalla está colocando tudo a perder. É preciso que Macron explique de uma vez por todas por que Alexandre Benalla não foi demitido quando seus atos foram revelados. Sem enrolação”, escreve Jean-Baptiste Issac diretor da redação do Aujourd’hui en France.

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