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França

Vitória da França na Copa do Mundo não melhora popularidade de Macron

media Popularidade em baixa do presidente Emmanuel Macron, mesmo com vitória na Copa do Mundo é o destaque da imprensa francesa desta quarta-feira, 18 de julho de 2018 Fotomontagem RFI

A onda de otimismo que invadiu a França desde o último domingo (15), quando os comandados de Didier Deschamps conquistaram o bi mundial, não deixou o presidente Emmanuel Macron mais popular. Segundo uma pesquisa solicitada pelo jornal Le Figaro e a rádio France Info, a popularidade do chefe de Estado até baixou.

Ao contrário do que muitos especialistas poderiam imaginar, no dia seguinte à vitória francesa, 61% dos entrevistados consideraram que Macron não é um bom presidente. Os pesquisadores apontam até para uma queda de 2 pontos em comparação à mesma consulta feita há um mês pela rádio France Inter e a revista L'Express.

Enquanto uma maioria de franceses acredita que o evento terá um efeito positivo no sentimento de orgulho nacional (82%), na imagem da França no exterior (74%), e na confiança de um futuro melhor (39%), a popularidade do presidente não decola. "Emmanuel Macron está sendo avaliado por critérios mais frios e pragmáticos, como os resultados socioeconômicos", afirma Gael Sliman, presidente do instituto de pesquisa Odoxa. É um sinal de que os franceses separam o bem-estar e a confiança na política de Macron.

Inveja de 98

Nesta hora, o atual chefe de Estado deve lembrar com uma certa inveja do então presidente francês Jacques Chirac. Em 1998, Chirac deu um salto de 7 pontos em sua cota de popularidade, imediatamente após a conquista da primeira Copa do Mundo pelos franceses, liderados em campo por Zinedine Zidane.

"À época, ao contrário do que acontece hoje, Chirac era um presidente simbólico em um governo de coabitação, o que permitiu que seu carisma pessoal o tornasse mais simpático aos olhos do público", analisa Gael Sliman. "Já Emmanuel Macron é um 'presidente primeiro-ministro' e todos aguardam respostas sobre assuntos concretos como emprego, crescimento econômico e melhora no poder aquisitivo", completou.

Otimismo

No entanto, a vitória francesa continua sendo uma vantagem para o presidente. Segundo a pesquisa do instituto Odoxa, o título "transformou eternos pessimistas em otimistas". Hoje, 62% dos franceses se dizem confiantes sobre o próprio futuro.

Há apenas seis meses a situação era outra, quando somente 41% das pessoas se diziam otimistas. "É uma boa notícia para o presidente, que pode esperar que suas reformas sejam aceitas com mais facilidade", concluiu Gael Sliman.

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