Ouvir Baixar Podcast
  • 14h27 - 14h30 GMT
    Flash de notícias 19/11 14h27 GMT
  • 14h06 - 14h27 GMT
    Programa 19/11 14h06 GMT
  • 14h00 - 14h06 GMT
    Jornal 19/11 14h00 GMT
  • 08h57 - 09h00 GMT
    Flash de notícias 18/11 08h57 GMT
  • 08h33 - 08h57 GMT
    Programa 18/11 08h33 GMT
  • 08h30 - 08h33 GMT
    Jornal 18/11 08h30 GMT
  • 08h36 - 08h57 GMT
    Programa 16/11 08h36 GMT
  • 08h30 - 08h36 GMT
    Jornal 16/11 08h30 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.
França

"Deschamps para presidente!", diz imprensa sobre técnico da seleção da França

media Os jornais franceses tratam da expectativa e do entusiasmo da França para a final da Copa do Mundo, contra a Croácia, no domingo (15). Fotomontagem RFI

A seleção da França na final da Copa do Mundo: os franceses só pensam no jogo de domingo (15), principalmente agora que já sabem quem enfrentarão. A vitória da Croácia contra a Inglaterra, ontem, e a esperança de levar a taça do Mundial de 2018 é o principal assunto da imprensa nesta quinta-feira (12). A euforia é tão grande que a revista Marianne brinca que o técnico da equipe nacional, Didier Deschamps, deveria ser eleito presidente.

Para a revista Marianne, o treinador conseguiu unir um país inteiro levando a França para a final da Copa do Mundo. Espécie de "anti-Macron", Deschamps conquistou o coração dos franceses com o bom desempenho no Mundial, mas também porque é a cara da nação. "Esse homem com sotaque basco (...) soube preservar a aparência de um francês comum, simples e modesto. "Nem bonito, nem celebridade", ele é o treinador mais corajoso e dedicado de uma equipe nacional de futebol até hoje", avalia a revista.

Segundo a Marianne, Deschamps conseguiu criar uma equipe à sua imagem e semelhança: um time "guerreiro, aplicado, com sede de vitória, sem arrogância, nem pretensão". São eles que orgulham o país neste momento jogando bem e mostrando aquilo que os franceses querem ver: "o futebol do povo", que leva a vitórias e suscita uma imensa admiração.

Les Bleus: a onda azul

"Vinte anos depois, a França é carregada pela onda azul", é a manchete de capa do jornal Le Figaro, que afirma que a classificação da equipe francesa para a final da Copa do Mundo deixou o país em êxtase. "Nas ruas, o fervor e a emoção lembram os grandes momentos de 1998", publica o diário, fazendo referência à vitória de 3 a zero da França sobre o Brasil na final da Copa, há 20 anos.

Em editorial, Le Figaro avalia que, mesmo que ainda não seja campeã do mundo, desde a noite de terça-feira (10), quando a seleção francesa bateu a Bélgica, um vento de esperança sopra no país, já que o futebol age como "um placebo sobre o espírito e o caráter". O jornal também não poupa elogios a Didier Deschamps e diz que sua equipe já é vencedora por inspirar tanto respeito e admiração na população.

Deschamps estampa também a capa do jornal Libération de hoje, que dedica suas cinco primeiras páginas aos "Bleus" - os azuis - como são chamados os  jogadores da seleção da França. "Didier Deschamps soube transformar um grupo pouco acostumado a jogar junto em uma equipe disciplinada, agressiva, capaz de adaptar sua estratégia e de chegar à final do Mundial", escreve Libé.

A mensagem da Copa do Mundo

O jornal também destaca que esse momento de glória da seleção francesa pode servir de reflexão sobre o multiculturalismo da equipe e da torcida do país, em plena crise dos migrantes e no momento em que o presidente francês, Emmanuel Macron, lidera uma reforma da imigração na Europa.

"Umtiti, nascido em Yaoundé, criado na periferia de Lyon, ou Mbappé, de origem camaronesa e argelina, criado no subúrbio de Paris, são os heróis do momento. Talvez essa seja a mensagem da Copa do Mundo", salienta Libération.

Croácia vai dar trabalho

"Novamente a Croácia", é a manchete do jornal Aujourd'hui en France, que lembra que vinte anos após a semifinal de 1998, a França volta a enfrentar a seleção croata, mas agora na final da Copa. O diário avalia que a Croácia é uma equipe perigosa e que vai dar trabalho à França.

Um dos pontos fortes da equipe é a resistência: nesta Copa, a seleção croata enfrentou três prorrogações, das quais saiu vencedora, nos últimos três jogos. Por isso, Aujourd'hui en France recomenda aos Bleus de aproveitarem os momentos de letargia do time croata, observada ontem durante boa parte do primeiro tempo contra a Inglaterra. E alerta à equipe francesa: "jamais baixem a guarda".

Sobre o mesmo assunto
 
O tempo de conexão expirou.