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França

Na Nigéria, Macron diz que os franceses não conhecem a África de hoje

media Le président français Emmanuel Macron, sur la scène du Shrine avec la chanteuse béninoise Angélique Kidjo, le gouverneur de l'Etat de Lagos Akinwunmi Ambode et le chanteur sénégalais Youssou N'Dour, le 3 juillet 2018. REUTERS / Akintunde Akinleye

O presidente francês, Emmanuel Macron, declarou à RFI, na noite desta quarta-feira (4), na cidade de Lagos, na Nigéria, que os franceses não conhecem a África de hoje. A declaração foi dada após um show de música nigeriana na histórica casa de espetáculos Shrine. O evento foi também a oportunidade para Macron lançar a temporada de culturas africanas a ser realizada na França em 2020.

Com informações do enviado especial do enviado especial da RFI a Lagos, Christophe Boisbouvier

O presidente francês, Emmanuel Macron, declarou à RFI, na noite desta quarta-feira (4), na cidade de Lagos, na Nigéria, que os franceses não conhecem a África de hoje. A declaração foi dada após um show de música nigeriana na histórica casa de espetáculos Shrine. O evento foi também a oportunidade para Macron lançar a temporada de culturas africanas a ser realizada na França em 2020.

Macron declarou que o objetivo da temporada de culturas africanas é “mudar o olhar recíproco. Isso quer dizer, primeiro, mostrar aos franceses o que é a África de hoje, porque eles não a conhecem. A maior parte dos nossos compatriotas que se voltam para a África olham com uma visão de arqueólogo ou de colecionador ocidental”. O presidente francês disse que quer que as conversas entre seu país e a África não sejam apenas sobre questões econômicas e de defesa, mas sobretudo baseadas em diálogos entre as sociedades civis.

Antes de chegar a Lagos, Macron tinha passado por Abuja, capital federal do país, onde conversou com o presidente nigeriano Muhammadu Buhari sobre questões de segurança e a luta contra o grupo terrorista Boko Haram.

 

Relação entre Macron e a Nigéria é antiga

Emmanuel Macron é o primeiro presidente francês a visitar a cidade de Lagos. A relação do mandatário com o país africano é de longa data, já que ele viveu seis meses na Nigéria, enquanto realizava um estágio durante a faculdade na embaixada francesa em Abuja.

“Dizer que a Nigéria é um lugar familiar pra mim é um pouco demais, dado que tinha 15 anos que eu não vinha aqui. Mas eu realmente passei seis meses da minha vida entre Lagos e Abuja”, declarou o chefe de estado à RFI e também contou que foi muitas vezes ao Shrine e a outras casas de show do afrobeat.

O Shrine é considerado um marco do afrobeat do ícone nigeriano Fela Kuti. Localizada no centro histórico da megalópole nigeriana, a sala de concertos foi criada pelo artista, considerado inventor do Afrobeat, uma fusão de músicas funk, soul, jazz e africanas. "Este é um lugar icônico" e "vibrante", cumprimentou Macron.

 
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