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França

Drones ajudaram a planejar fuga do ladrão de bancos mais famoso da França

media O criminoso Redoine Faid escapou de helicóptero da prisão onde estava detido. INTERPOL / AFP

Um dia depois da fuga cinematográfica do presidiário inimigo n° 1 da polícia francesa, o ladrão de bancos Redoine Faid, 46 anos, a imprensa local questiona se o bandido não teria contado com a cumplicidade de agentes internos do sistema prisional e aponta falhas da Justiça.

Faid precisou de apenas 10 minutos para escapar de helicóptero da penitenciária de Réau, a 46 km de Paris, na manhã do domingo (1), com a ajuda de três cúmplices fortemente armados. O ladrão reincidente, condenado a 25 anos de reclusão pelo assalto a um carro-forte, em maio de 2010 – crime que resultou na morte de uma policial de 26 anos durante um tiroteio –, foi extraído do parlatório pelos comparsas.

Eles invadiram o local utilizando um corredor destinado a operações de emergência, que era também o mais curto entre a sala de visitas e o único pátio do estabelecimento não equipado com rede de proteção, onde o helicóptero pôde pousar.

O jornal Le Parisien diz que a fuga levanta questionamentos sobre a segurança da penitenciária de Réau, considerada entre as mais modernas do país. Apenas os policiais que ficam nas torres de controle são armados. Especialistas se interrogam se um criminoso perigoso como Faid, que já fugiu uma vez há cinco anos, não deveria estar cumprindo pena em um dos dois presídios de segurança máxima franceses, que ficam nas regiões oeste e norte do território.

A ministra da Justiça, Nicole Belloubet, admite eventuais falhas de segurança. "Foi uma fuga muito bem preparada, com a ajuda de drones", disse. Ela relatou que drones foram flagrados sobrevoando o presídio há alguns meses, o que é terminantemente proibido. Um inquérito administrativo foi aberto para apurar essa infração. É provável que as imagens feitas pelos drones tenham ajudado a planejar a fuga.

Criminoso tem meios para financiar suas fugas, diz a polícia

Um perito psiquiatra que já fez um relatório sobre a personalidade de Faid descreve o criminoso como um "predador social", que sabe fazer amigos. "Ele utiliza qualidades de sua personalidade, como o charme, a inteligência, a coragem e a reatividade para controlar os outros e obter deles o que deseja", destaca o documento judicial. A polícia também afirma que ele dispõe de logística e de meios financeiros para efetuar fugas espetaculares.

A última imagem de que a polícia dispõe do fugitivo foi captada na noite do domingo (1). Faid foi fotografado no banco de passageiros de um furgão branco, passando pela saída de um shopping center da periferia norte de Paris. Em 2013, a polícia demorou um mês e meio para recapturar o fugitivo, que estava refugiado em um quarto de hotel da região parisiense.

Desta vez, cerca de 2.900 policiais e militares estão à caça do bandido em todo o território nacional.

"Predador social" fascinado pelo cinema

O jornalista Jerôme Pierrat, co-autor de um livro escrito com Faid, conta nas páginas do Le Parisien que o criminoso vem de uma família de 11 filhos e que apenas um irmão dele tem ficha na polícia. Os outros irmãos, incluindo um jornalista e um professor de matemática, levam uma vida normal.

Faid sempre foi fascinado pelo cinema. Seus primeiros roubos foram inspirados em filmes, como "Fogo contra Fogo" e "Profissão: Ladrão", do diretor americano Michael Mann. Bem-educado e de comportamento sedutor, ele é o oposto da imagem de um psicopata. Pierrat conta que, em uma das vezes em que foi libertado, Faid organizou uma despedida almoçando com os agentes penitenciários antes de deixar a prisão.

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