Ouvir Baixar Podcast
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 17/07 09h57 GMT
  • 09h36 - 09h57 GMT
    Programa 17/07 09h36 GMT
  • 09h30 - 09h36 GMT
    Jornal 17/07 09h30 GMT
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 16/07 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 16/07 15h06 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 16/07 15h00 GMT
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 16/07 09h57 GMT
  • 09h36 - 09h57 GMT
    Programa 16/07 09h36 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.
França

França: mais da metade dos homossexuais se diz vítima de agressões, revela pesquisa

media Desfile da Gay Pride em Lyon, em 2017 © LGP

Cinquenta e três por cento das pessoas que se declararam homossexuais, bissexuais ou transgêneros na França já foram vítimas de agressões, de acordo com uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira (27) pelo instituto IFOP, a pedido de associações de luta pelos direitos LGBT (Gays, Lésbicas e Simpatizantes).

Vinte e oito por cento dos 994 entrevistados, que responderam um questionário on-line, declararam ter sido vítimas de insultos. Além disso, 24% deles sofreram diferentes tipos de abusos, 18% receberam ameaças e 11% relataram um estupro. Os resultados, revelados a três dias da Gay Pride de Paris, foram apresentados nesta quarta-feira pela manhã à ministra Marlène Schiappa, secretária de Estado para a igualdade entre homens e mulheres. Ela reconheceu o “atraso” francês na coleta de dados sobre a questão.

“É importante ter dados precisos que nos ajudem a superar os clichês e as representações, que são necessariamente tendenciosas”, declarou, lembrando que as pesquisas permitem “adaptar as políticas públicas”. Os dados revelam, por exemplo, que nos meios rurais esse tipo de agressão é menos frequente. Por outro lado, em bairros como o Marais, no 3° e 4° distrito de Paris, onde estão concentrados a maioria dos bares e casas noturnas gays, os abusos são mais comuns.

No início do ano passado, uma rua do bairro, pintada com as cores do arco-íris, que representa o orgulho gay, foi destruída e coberta com insultos homofóbicos. No Twitter, a prefeita de Paris, Anne Hidalgo, disse que entraria com uma ação judicial para investigar o caso.

Penalização das agressões verbais

As agressões ocorrem nas escolas, no transporte coletivo, na rua, no local de trabalho e dentro da própria família. Por este motivo, 43% dos entrevistados disse que evita beijar ou abraçar um parceiro em público, e também prefere não frequentar certos lugares.

A maioria dos participantes da pesquisa é favorável à penalização dos insultos contra homossexuais, como é o caso das agressões verbais racistas. Em maio, a ONG francesa SOS Homofobia revelou que o número de atos homofóbicos na França aumentou em 2017 pelo segundo ano consecutivo.

 

Sobre o mesmo assunto
 
O tempo de conexão expirou.