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França

Enquanto Macron pede economias, Palácio do Eliseu gasta € 500.000 em pratos de porcelana

media O palácio do Eliseu terá em breve novo serviço de pratos. ludovic MARIN / AFP

Em meio às declarações recentes do presidente francês Emmanuel Macron de que a França gastaria “muito” com serviços sociais sem realmente ver transformações na sociedade, o Palácio do Eliseu se encontra acuado em uma polêmica com relação ao desperdício de dinheiro público. De acordo com uma denúncia do jornal francês Le Canard Enchaînéresponsável por revelações importantes, como a que afundou a candidatura à presidência de François Fillon em 2017 –, o governo gastou € 500.000 em pratos de porcelana de luxo.

O governo contesta a conta divulgada pelo Canard Enchaîné e afirma que só foram desembolsados € 50.000 pelo conjunto de 1.200 peças da Manufatura de Sèvres, renomada casa de fabricação. “Pouco importa o preço, desde que as majestades possam comer em toda dignidade”, comentou o deputado do partido França Insubmissa, François Ruffin.

Para fazer o cálculo, o diário multiplicou o custo dos modelos realizados em Sèvres (€ 408 em média por peça, segundo um relatório de atividades de 2016 da instituição) pelo número de pratos encomendados pelo Eliseu. O serviço exclusivo, chamado de “Bleu Elysée” (Eliseu Azul), será utilizado nos jantares de Estado e vai substituir os pratos encomendados pelos ex-presidentes René Coty e Jacques Chirac.

Conjunto de pratos usados para um jantar oficial do rei Edouard VII em 1903 no Palácio do Eliceu. GEORGES GOBET / AFP

Ostentação presidencial

 As novas peças do governo Macron serão ornamentadas com um desenho inspirado do mapa do palácio presidencial, imaginado pelo artista Evariste Richier, de acordo com a diretora geral da Cidade da Cerâmica Sèvres e Limoges, que faz parte da casa de fabricação de Sèvres. “Nós ainda estamos no começo do projeto e não calculamos o preço. Vai depender do tempo que passamos na realização”, argumenta.

A casa de fabricação de Sèvres é um estabelecimento ligado ao poder político desde sua criação, em 1740, e recebeu diversas nomeações ao longo dos séculos – “real”, “imperial” e “nacional”. Hoje, a instituição é ligada ao Ministério da Cultura, de quem recebe € 4 milhões em subvenção, mas ainda não se sabe se esse é o dinheiro que será usado para pagar a conta dos pratos.

Ateliê de produção de pratos facebook Sèvres

Por água abaixo

O orçamento da presidência da República aumentou em 3% em 2018, chegando a € 104 milhões, numa votação onde os deputados argumentaram que havia despesas a pagar com segurança. Mas está ficando difícil para Macron se justificar diante dos franceses: além dos pratos do Eliseu, o chefe de Estado também foi criticado por causa de um projeto de instalação de uma piscina no forte de Brégaçon, residência de verão dos presidentes desde 1968.

Antigo forte militar, o local foi “inaugurado” como casa de férias presidenciais pelo general de Gaulle, em agosto de 1964. A partir de janeiro de 1968, se tornou oficialmente uma residência do chefe de Estado. Pompidou, Giscard, Chirac, Sarkozy e Hollande passaram por lá – esse último decidiu abri-la para visitação do público.

Mas o casal Macron não se deu por satisfeito com a vista paradisíaca do local e decidiu implantar uma piscina, alimentando ainda mais as polêmicas envolvendo gastos excessivos com dinheiro público. Um dos argumentos é a ausência de privacidade na praia do local, o que justificaria a existência de uma piscina em lugar mais escondido. De acordo com o jornal Aujourd’hui en France, o custo será de € 34.000, que serão retirados do orçamento de Brégançon, de cerca de € 150.000 anuais.

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