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França

Em Paris, Itália e França prometem trabalhar a questão dos refugiados "de mãos dadas"

media Giuseppe Conte e Emmanuel Macron se encontraram nesta sexta-feira (15), em Paris. reuters

Depois de uma semana de tensão e troca de farpas entre Itália e França, o presidente do conselho italiano, Giuseppe Conte, e o presidente francês, Emmanuel Macron, se reuniram nesta sexta-feira (15), em Paris, para um almoço de trabalho.

Eles se esforçaram em mostrar que a crise acabou e que os dois países se comprometem a trabalhar juntos, “de mãos dadas”, como disse Macron.

A causa do estranhamento entre os dois países e principal assunto do encontro foi a política europeia de acolhimento de imigrantes. A Itália se recusou a receber o barco Aquarius, com 629 clandestinos a bordo. Macron chamou a decisão de “cínica e irresponsável”, fazendo com que Roma ameaçasse cancelar a reunião desta sexta-feira.

"Meu amigo"

Depois do almoço, na coletiva de imprensa, os dois líderes europeus deixaram de lado os tratamentos formais de lado, preferindo usar “Emmanuel” ou “Giuseppe” para se referirem um ao outro. Eles também se chamaram de “meu amigo” várias vezes.

Macron martelou mais uma vez sua ideia de recepção de imigrantes, de que é preciso tratar os ilegais com humanidade, mas que não é possível receber todos, principalmente se chegaram por outros países europeus e depois se dirigiram à França.

"Devemos criar centros europeus nos países de saída", disse Conte. "O perigo não começa nos barcos", mas quando os migrantes "entram nos barcos em seus países de origem", acrescentou o novo chefe de governo italiano. "Devemos evitar essas viagens da morte".

Sucursais de refugiados

A proposta da Itália, um dos países na linha de frente na crise migratória que atinge a Europa, foi apoiada por Macron, que disse ser a favor de "sucursais de nossas agências de refúgio para lidar com esta questão do outro lado" do Mediterrâneo.

O presidente francês também pediu uma maior solidariedade com a Itália, que desde 2015 viu chegar quase 500 mil migrantes a sua costa.

"Junto com nossos sócios, queremos uma reforma profunda do sistema de Dublin", apontou, em referência a um regulamento europeu que estipula que os migrantes devem solicitar refúgio no primeiro país europeu onde chegam. Segundo Roma, esta regra impõe uma carga desproporcional aos países mediterrâneos.

O presidente francês também mencionou "iniciativas complementares" com alguns países europeus, como Espanha e Alemanha. Mas todas essas propostas não serão facilmente adotadas, considerando as profundas fissuras na União Europeia sobre o manejo da crise migratória.

Além do Grupo de Visegrado (Polônia, Romênia, Eslováquia e República Tcheca), contrário à acolhida de refugiados, o discurso anti-imigração tem ecoado em outros países como Áustria e, inclusive, Itália.

Exceção espanhola

Além da tensão com a Itália, a reação da França em relação à situação dos imigrantes do Aquarius provoca divisão no partido a República em Marcha (LRM), do presidente francês. Vários deputados da maioria no poder criticaram a demora do executivo em reagir, levando o primeiro-ministro Edouard Philippe a garantir que a “França vai ajudar as autoridades espanholas a acolher e analisar a situação dos migrantes”.

A Espanha foi o único país que aceitou receber o barco. O Aquarius, que estava bloqueado no mar Mediterrâneo desde o último domingo (10), está a caminho do porto espanhol de Valença, onde os 629 imigrantes devem desembarcar no sábado.

(com informações da AFP)

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