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França

Para especialistas franceses, Brasil é o grande favorito desta Copa do Mundo

media Neymar comemora gol com o técnico Tite durante amistoso contra a Croácia, dia 3 de junho de 2018 REUTERS/Andrew Yates

Ainda que Espanha e Alemanha cheguem com força para a competição mundial, para os jornalistas esportivos franceses não resta dúvida. A seleção brasileira é a que terá mais chances de levantar o caneco. Quase todos os especialistas da França destacam a força brasileira em todos os setores do campo. Da defesa ao ataque, o time liderado por Adenor Leonardo Bacchi, ou simplesmente “Tite”, parece imbatível.

Quatro anos se passaram desde o maior trauma futebolístico já vivido pelo Brasil. O famoso 7 a 1 contra a Alemanha ficará eternamente marcado na história do esporte mundial. Mas a seleção brasileira de Tite parece ter deixado isso no passado. Até porque há pouca similaridade entre o time de 2014 e o deste ano. Dos 23 jogadores que estarão na Rússia somente seis participaram da edição no Brasil. São eles: Thiago Silva, Marcelo, Fernandinho, Paulinho, William e Neymar. Desses, somente Marcelo e Fernandinho foram titulares da fatídica derrota. Neymar não estava porque tinha se machucado e Thiago Silva não jogou, pois estava suspenso após tomar o terceiro cartão amarelo. Já Paulinho e William entraram como substituições.

A profunda mudança só aconteceu após a chegada de Tite como novo comandante da seleção. Em pouco tempo, o treinador soube dar uma nova cara ao time. Antes do gaúcho assumir, a campanha do Brasil nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018 era terrível. A seleção estava na 6ª colocação, fora da zona de classificação para o mundial. Com a chegada de Tite, o time venceu nove seguidas, passou a ser líder de seu grupo e se tornou o primeiro país a carimbar o passaporte para o Mundial. O que o treinador fez em seis meses de trabalho pareceu mágica: transformou um time que parecia abatido em campo em uma equipe extremamente obediente taticamente e com o foco no coletivo, sem deixar de lado o talento individual dos jogadores.

Máquina de vitórias

Toda essa mudança saltou aos olhos dos jornalistas estrangeiros. O jornal Le Figaro disse na época que o Brasil estava voltando a ser uma “máquina de vitórias”. Sempre salientando o trabalho de Tite, que antes de se tornar treinador da seleção, passou um tempo estudando na Europa, se reunindo com grandes técnicos e seguindo vários estágios. Para muitos, é a primeira vez que a seleção é liderada por um workaholic.

Todo esse sucesso de Tite fez com que ele chamasse mais atenção da mídia que seus liderados. Mas para Martin Mosnier, jornalista do canal francês Eurosport, não se pode ignorar a qualidade dos atletas brasileiros. “O Brasil é um viveiro excepcional de jogadores. O time tem talentos em todos os setores”, afirmou Mosnier. O jornalista comparou o time atual com o de 2014: “O Brasil tem um grande goleiro, e desta vez, conta com centroavantes que são referência no mundo. Não vejo um time tão completo assim desde 2002. Nenhum ponto fraco, sem falar dos substitutos, todos de alto nível”. “A seleção brasileira tem todos os ingredientes para bordar a sexta estrela na camisa”, resumiu Mosnier.

Já o jornalista do L’Équipe, Vincent Duluc, acha que há sim uma fraqueza no time brasileiro. “Com a saída de Daniel Alves, machucado, o Brasil perdeu qualidade do lado direito. Mesmo assim, o time de Tite continua sendo o grande favorito desta Copa. A Espanha, que acabou de trocar de treinador, e a Alemanha, que tem um time muito jovem, ficam logo atrás”, afirmou Duluc.

"Neymar será um dos melhores da Copa"

Além de Tite, a imprensa francesa também fala muito do principal jogador do Paris-Saint-Germain. “Neymar é um dos três melhores jogadores do mundo”, afirmou Martin Mosnier. A maturidade do craque brasileiro também é destacada no jornal L’Équipe. “Após a vitória nos Jogos Olímpicos de 2016, Neymar mostrou que sabe lidar com a pressão e poderá ser um dos melhores da Copa”, completou Vincent Duluc.

No grupo E, o Brasil estreia neste domingo (17), às 15h pelo horário de Brasília, em partida contra a Suíça. Na sequência, os comandados de Tite enfrentam a Costa Rica e a Sérvia, nos dias 22 e 27 de junho respectivamente.

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