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França

Botecos parisienses podem se tornar patrimônio cultural da Humanidade

media Bistrôs franceses querem se tornar patrimônio imaterial da humanidade Pixabay

Uma associação que reúne os donos dos cafés mais populares da capital deve apresentar a candidatura ao Ministério da Cultura em setembro, que decidirá se o pedido deve ser formalizado junto à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura.

Esqueça os “bistrôs” chiques citados no Guia Michelin, dos grandes chefs franceses, e disputados por turistas. No dia a dia do parisiense, o bistrô de verdade é o equivalente do boteco do brasileiro, onde se toma um café com pão e manteiga ou um rabo de galo no balcão, dependendo da motivação ou das desilusões.

O boteco francês típico tem uma lousa (ardoise), onde está anotado à mão o cardápio do dia e um balcão, onde as pessoas, assim como em uma tradicional padoca paulistana, podem tomar café e beber em pé. Uma das características desses lugares é a heterogeneidade socioeconômica. Garis e empresários discutem animadamente sobre política, famílias com crianças jogam fliperama e jovens assistem aos jogos da Liga 1 de futebol.

Em geral, o dono do estabelecimento e os garçons conhecem os clientes pelo nome. Muitas vezes eles são celebridades, mas como a fama é um atributo ignorado no balcão parisiense, eles são reconhecidos, mas não são incomodados. “É o símbolo da mistura social à la francesa que existe há séculos. Nesse universo aberto, cheio de cultura e simpatia, todo mundo se reúne no balcão. Do operário até o empresário, parisienses e forasteiros”, resumiu ao jornal Le Parisien Jean-Pierre Chedal, vice-presidente da associação especialmente criada para levar o projeto que será levado à Unesco.

Botecos são instituição cultural

O café mais antigo da capital, Procope, situado no Quartier Latin, foi criado no século 17 e frequentado por pintores impressionistas e escritores célebres como Boris Vian, Jean-Paul Sartre ou Simone de Beauvoir.

Desde então, os botecos foram incorporados à cena cultural da capital. Segundo Jean-Pierre Chedal, que também dirige um sindicato de hotelaria, bares e restaurantes, os bistrôs parisienses estão em perigo por conta da alta dos preços dos aluguéis, mas por enquanto número permanece estável. Paris conta com cerca de 2.000 botecos espalhados pela capital.

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