Ouvir Baixar Podcast
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 23/07 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 23/07 15h06 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 23/07 15h00 GMT
  • 09h36 - 09h57 GMT
    Programa 23/07 09h36 GMT
  • 09h30 - 09h36 GMT
    Jornal 23/07 09h30 GMT
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 22/07 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 22/07 15h06 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 22/07 15h00 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.

Tatiana Leskova, testemunha viva da história do balé, é homenageada em Paris

Tatiana Leskova, testemunha viva da história do balé, é homenageada em Paris
 
Tatiana Leskova nos estúdios da RFI em Paris RFI

A ex-bailarina, coreógrafa e professora de balé Tatiana Leskova será homenageada no dia 22 de junho pelo Centro Cultural do Brasil em Paris. Ela, que dançou pelo mundo todo, mas escolheu o Brasil como pátria, continua montando espetáculos, aos 95 anos de idade.

Filha de pais russos, Tatiana Leskova nasceu em Paris, onde começou o balé, ainda criança. Aos 14 anos, começou a trabalhar na Opéra Comique de Paris, antes de integrar o Ballet Russes. Com a companhia criada por Serge Diaghilev, que marcou a história da dança, a jovem viajou o mundo, passando pela Austrália, Estados Unidos e México, antes de desembarcar no Rio de Janeiro, em 1942. Em meio à Segunda Guerra Mundial, decidiu ficar no Brasil, onde vive desde 1944, e construiu uma carreira que contou com a direção do Corpo de Baile do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, nos anos 1950, e a criação de uma escola de dança que formou gerações inteiras de bailarinas profissionais e amadoras.

“Na França não me consideram francesa, na Rússia não me consideram russa e no Brasil dizem que eu não sou brasileira”, explica Leskova, que prefere se definir como “uma bailarina solta no mundo”. Mas foi no Rio de Janeiro que passou a maior parte de sua vida.

Mesmo sendo uma bailarina clássica vinda de uma companhia internacional, ela lembra que chegou a dançar no Copacabana Palace. “Não era o meu lugar, mas eu precisava trabalhar”, conta Tatiana, que ajudava financeiramente sua família, que continuava na Europa do pós-guerra. Logo depois foi contratada pelo Teatro Municipal de São Paulo, onde atuou durante dois anos como bailarina estrangeira, antes de integrar o Corpo de Baile. “Mas só podia me tornar funcionária se fosse brasileira. Então obtive a nacionalidade. Quem assinou meu ato de naturalização foi Getúlio Vargas”, se recorda.

Brasileiro não nasce disciplinado

Essa trajetória foi marcada por muito rigor e uma reputação de professora exigente. “Sou muito dura. Sou a dona Chateana”, brinca, em trocadilho com seu nome. “Eu acho que o brasileiro não nasce disciplinado. Então, para segurar esse temperamento agitado foi difícil. Mas tive uma vida maravilhosa”, conta Tatiana, que continua trabalhando. “Há quatro anos montei dois balés para o Corpo de Baile do Municipal do Rio de Janeiro, há dois anos montei mais outro e, este ano, montei ‘Bodas de Aurora’, em São Paulo”, contabiliza.

Leskova não sabe exatamente quantos espetáculos já montou em sua vida. “Minha matemática não é tão boa assim”, brinca. Mas guarda na memória datas importantes, além das lembranças de ter trabalhado com nomes como Stravinsky e Balanchine. Ela também é a única pessoa a ter o direito de montar as obras de Léonide Massini. Por esse motivo, os jornalistas na Europa costumam chamá-la de "enciclopédia da dança".

A homenagem feita pelo Centro Cultural do Brasil será realizada na Maison de l’Amérique Latine, em Paris.


Sobre o mesmo assunto

  • Balé/Suíça

    Bailarina de Goiânia ganha dois prêmios em concurso na Suíça

    Saiba mais

  • Brasil/Coltrane

    Bailarino brasileiro dança em Paris ao som de Coltrane

    Saiba mais

  • RFI CONVIDA

    “Béjart me disse que o mundo precisava de coreógrafos”, conta Claudio Bernardo

    Saiba mais

  • Brasil-África

    Ser negro ajudou brasileiro a estrelar balé na África do Sul

    Saiba mais

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. ...
  5. seguinte >
  6. último >
Programas
 
O tempo de conexão expirou.