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França

França vai libertar 450 presos por terrorismo e radicalização em 2019

media Capa do jornal Aujourd'hui en France/Le Parisien desta quarta-feira (6). Reprodução/Aujourd'hui en France

Em sua edição desta quarta-feira (6), o jornal Aujourd'hui en France traz uma reportagem sobre a futura libertação de 50 terroristas e 400 radicalizados na França, que devem deixar a prisão em 2019. O diário se interessa pela organização das autoridades para evitar que esses detentos voltem a cometer crimes.

"450 radicalizados livres em breve" é a manchete do diário que chegou às bancas nesta manhã. Segundo Aujourd'hui en France, 510 pessoas estão hoje presas no país depois de terem sido condenadas por terrorismo. Além disso, o jornal lembra que 1.200 detentos condenados por pequenos delitos teriam se radicalizado nas prisões francesas.

Daqui a alguns meses - lembra Aujourd'hui en France - uma boa parte desses detentos chegam ao final de sua pena e serão colocados em liberdade. O jornal destaca, no entanto, que nenhum deles foi condenado pela recente onda de atentados, mas o grupo fazia parte dos grupos terroristas que atuam na zona síria-iraquiana.

Aujourd'hui en France escreve que o procurador da República de Paris, François Molins, classifica a futura libertação desses detentos como "um grande risco", lembrando que as detenções francesas se tornaram espécies de "incubadoras de terroristas". Em entrevista ao diário, Catherine Champrenault, procuradora-geral da Corte responsável por julgamentos de segunda instância de Paris, que acompanha a evolução desses radicalizados, reconhece que a situação é preocupante.

Perfil dos presidiários

O jornal traça o perfil destes 450 presidiários condenados por terrorismo e radicalização que sairão em breve das prisões. Eles têm, majoritariamente, entre 20 e 30 anos, são do sexo masculino, e cumprem, em média, uma pena de cinco anos de encarceramento. Entre eles, ex-membros de facções terroristas da Síria e do Iraque, indivíduos envolvidos em suporte logístico e financeiro de projetos de atentados e potenciais mentores de ataques.

Aujourd'hui en France destaca que, uma vez fora da prisão e com as penas cumpridas, a justiça ficará de mãos atadas em relação aos futuros ex-detentos. Por isso, o trabalho de acompanhamento deles já começou, através do centro de inteligência penitenciária da França. O ministério do Interior também se prepara para criar um comitê que vai seguir de perto a libertação destes presos, destaca o jornal.

Outras medidas ainda podem ser aplicadas pelas autoridades, como investigações secretas das atividades desses indivíduos e seus próximos, escutas telefônicas e a inscrição deles no cadastro que ficha os indivíduos potencialmente perigosos, chamados na França de "fichas S".

Entretanto, para o jornal, acompanhar o cotidiano e as atividades dessas pessoas, após a saída da prisão, e impedir que elas voltem a agir será um grande desafio para as autoridades responsáveis pela segurança da França. O certo é que a sombra do terrorismo ainda paira sobre o país, conclui Aujourd'hui en France.

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