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França

Dependente do petróleo, Angola tenta diversificar economia durante visita presidencial à França

media O presidente de Angola, João Lourenço, ao lado do chefe de Estado francês, Emmanuel Macron, após encontro no Palácio do Eliseu, em Paris. REUTERS/Philippe Wojazer/Pool

O presidente de Angola, João Lourenço, começou nesta segunda-feira (28) uma visita oficial de três dias à França. A viagem é marcada pela vontade do novo chefe de Estado de diversificar a economia do país, que vive principalmente da exploração do petróleo.

Angola é o segundo maior produtor petrolífero do continente africano e tem na matéria-prima sua principal fonte de renda, representando quase a metade do PIB nacional e 95% das exportações. Mas o país tenta sair dessa dependência, principalmente após a queda do preço do barril nos últimos meses, que afetou duramente a economia angolana.

Investir em outras áreas é uma das metas do presidente João Lourenço, no poder há menos de um ano, e que desembarcou em Paris em sua primeira viagem oficial ao país. “A França já um dos principais parceiros econômicos de Angola e têm havido manifestações dos dois lados para que esta cooperação seja incrementada e que ela corresponda à nossa estratégia de diversificação da economia”, declarou Manuel Augusto, ministro das Relações Exteriores, no início da visita de Lourenço.

Agricultura pode ser uma opção para Angola

Uma das áreas de interesse de Angola é a agricultura. Visando esse setor, a visita a uma zona agrícola no sudoeste francês está prevista na agenda do presidente angolano. Lourenço também vai até Toulouse, onde visitará a sede da Airbus.

Mas a ambição do chefe de Estado é bem maior. “Pretendemos reforçar os laços de cooperação em todos os domínios, com destaque para a educação, a cultura, a política, a defesa e a segurança. E, obviamente, as relações econômicas e empresariais no sentido de incentivar o empresariado francês a investir em Angola e o empresariado privado angolano a fazer investimentos na França”, declarou Lourenço em Paris.

Atualmente, um dos pilares da relação entre as duas nações continua sendo a exploração do petróleo pela gigante francesa Total. Mas a balança comercial é desequilibrada, com a importação de produtos franceses em queda nos últimos anos.

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