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França

Empresas francesas serão submetidas a "teste de discriminação", anuncia governo

media As empresas serão submetidas a "testes" (anônimos) para detectar casos de discriminação na hora da contratação. Pixabay

O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou nesta terça-feira (22) que as 120 maiores empresas francesas cotadas na Bolsa serão submetidas nos próximos três anos a testes anônimos para detectar casos de discriminação na hora da contratação. 40 companhias serão submetidas ao dispositivo por ano

O anúncio foi feito durante a apresentação do plano do governo para o subúrbio (banlieue em francês), que reuniu mais de 600 habitantes e representantes dos bairros mais pobres da região parisiense no palácio do Eliseu.

As propostas visam integrar socialmente e no mercado de trabalho população das regiões mais afastadas, que vivem, segundo o presidente, em uma espécie de “prisão domiciliar”. “Vocês devem fazer sua parte”, declarou Macron, se referindo aos empresários, que ele pretende reunir em julho em torno de uma “mobilização dos cidadãos”.

A taxa de desemprego nos 1300 bairros mais pobres das metrópoles francesas, onde vivem cerca de 5 milhões de pessoas, atingia 25% da população, contra menos de 10% em outras áreas. Entre os jovens de menos de 30 anos, 35% não tem trabalho. “O objetivo da nossa política é fazer com que todos, homens e mulheres, sejam tratados de maneira digna”, disse o presidente.

Magrebinos são discriminados

Em 2016, o governo do ex-primeiro-ministro Manuel Valls lançou uma operação similar para testar a discriminação nas empresas. O resultado desse “teste” mostrou que jovens de bairros mais populares, com o mesmo diploma de outros que moram em outros locais, têm duas vezes mais chances de continuarem desempregados.

A experiência também mostrou que os candidatos originários do Magreb, região norte da África, foram discriminados por 30% das grandes empresas testadas.

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