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França

Homofobia cresce na França pelo segundo ano consecutivo

media A prefeitura de Paris expõe as cores LGBT em sua fachada no dia seguinte da legalização do casamento para todos nos EUA em 2015 Mairie de Paris

O número de atos homofóbicos na França subiu pelo segundo ano consecutivo: é o que aponta o relatório da associação SOS Homofobia. O documento revela um aumento de 4,8% em 2017 de denúncias de agressões – 1.650 no total – com relação a 2016, que havia registrado, por sua vez, 19,5% de casos a mais que o anterior, com 1.575 testemunhos.

Segundo a organização, os casos homofóbicos não cessam de aumentar desde que chegaram ao recorde de 3.517 denúncias em 2013, ano de adoção da lei do casamento entre parceiros do mesmo sexo.

Na mesma época, nascia na França um movimento conservador chamado de “Manifestação para todos” – em oposição ao “Casamento para todos” – que protestava contra a nova legislação e reivindicava, com cartazes coloridos de rosa e azul, um retorno à “família tradicional”.

Agressões por toda a parte

As denúncias recebidas pela SOS Homofobia detalham diversos tipos de agressão, que podiam até mesmo ocorrer ao mesmo tempo. Entre elas estão as manifestações de rejeição, os insultos, a discriminação e as ameaças de chantagem. As agressões físicas também subiram em 2017: 139 casos foram registrados, contra 121 em 2016.

Ainda que a internet continue sendo o meio mais propício para a agressão homofóbica e transfóbica, com 22,5% das denúncias, qualquer lugar pode se tornar o cenário de abuso e  violência: locais públicos, ambiente de trabalho, situações com vizinhos ou família, escolas ou comércios.

O termo “pédé”, que vem de “pederasta”, é o mais pronunciado nas escolas, de acordo com a SOS Homofobia, que compareceu a 560 estabelecimentos de ensino e conversou com cerca de 20.000 alunos em 2017.

Retrocesso após o avanço

Para Joël Deumier, presidente da associação, o aumento de casos resulta de uma “liberação do discurso homofóbico em 2017 durante o contexto eleitoral, com posições públicas de candidatos a respeito de uma reforma da lei do casamento para todos. Isso se reflete no mundo real”.

“Recentemente, tivemos a simplificação da mudança de estado civil para as pessoas trans e a introdução da luta contra a homofobia nas escolas. Todos esses avanços deram lugar à expressão de uma violência extrema mas, infelizmente, tolerada. Os discursos que hoje querem tirar esses direitos conquistados alimentam o ódio”. Ou seja, segundo Deumier questionar o avanço da sociedade gera a homofobia.

A associação SOS Homofobia exige em seu relatório uma tomada de posição dos políticos e dos poderes públicos franceses: “Quantos jovens deverão ser motivo de deboche durante o recreio? Quantas discriminações e agressões as pessoas LGBT deverão sofrer ainda? Quantos rostos ensanguentados deveremos ver para que as autoridades tomem uma posição?”.

Mas a sociedade civil tem também sua parte de responsabilidade, lembra Deumier, afirmando que, por exemplo, muitos programas de televisão de sucesso na França trazem o discurso homofóbico por trás de piadas. “Mais que nunca, continuamos a luta por direitos e pelas liberdades das pessoas LGBT, seja a integralidade do direito de mudança de estado civil para as pessoas trans, seja o reconhecimento da diversidade dos modelos de família. A diversidade é uma riqueza para a sociedade”.

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