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França

“São nossos valores que os terroristas detestam”, diz Macron no Congresso dos EUA

media O presidente francês Emmanuel Macron discursa no Congresso dos Estados Unidos, em 25 de abril de 2018. REUTERS/Brian Snyder

O presidente francês, Emmanuel Macron, realizou pronunciamento nesta quarta-feira (25) no Congresso dos Estados Unidos. Sem Donald Trump, ele detalhou sua visão do mundo em um discurso solene, bem recebido pelos parlamentares dos EUA, no dia seguinte de complicadas negociações com seu homólogo norte-americano.

Emmanuel Macron foi acolhido no Congresso dos Estados Unidos sob uma ovação de cerca de três minutos por parte dos 100 senadores e 435 parlamentares. "É uma honra para a França, para o povo francês e para mim ser recebido neste santuário da democracia, onde grande parte da história dos Estados Unidos foi escrita", disse.

Macron discursou em inglês e alguns parlamentares chegaram a gritar "Viva a França!" Sua esposa, Brigitte, que chegou alguns minutos antes dele, também foi recebida com uma salva de palmas. Centenas de deputados e senadores se mobilizaram para ouvi-lo, como no passado receberam outros ex-presidentes franceses, incluindo Charles de Gaulle, François Mitterrand ou Nicolas Sarkozy, em cerimoniais pomposos.

Anteriormente, Macron já havia sido recebido por Paul Ryan, presidente da Câmara dos Representantes, e também havia visitado a Biblioteca do Congresso. Durante seu discurso, ele citou as relações históricas entre a França e os Estados Unidos, mas abordou novos desafios, como as crescentes desigualdades, a degradação do planeta, o terrorismo, os ataques aos valores democráticos e a ascensão dos nacionalismos. “Nossos países estão acostumados com a morte no chão de batalha, porque mantemos acesos os ideais de liberdade e democracia”, declarou.

Acordo nuclear do Irã e “guerra comercial entre parceiros”

Sobre a polêmica oposição do presidente norte-americano ao atual acordo nuclear com o Irã, Macron disse que “não é possível descartá-lo simplesmente”. Ele completou afirmando que “o Irã não possuirá nunca uma arma nuclear, mas isso não pode produzir uma nova guerra na região”. "Nosso objetivo é claro: o Irã nunca deve ter uma arma nuclear, nem agora, nem em cinco anos, nem em dez anos, nunca", declarou.

O presidente francês alertou ainda sobre o perigo de uma “guerra comercial entre aliados”, num contexto em que Donald Trump deseja impor pesadas taxas de importação ao aço e ao alumínio de outros países. “Isso não seria coerente”, avaliou, face aos parlamentares dos Estados Unidos.

Ele evocou a preservação do multilateralismo numa época em que o chefe de Estado norte-americano ameaça tomar decisões unilaterais sobre o Irã e sobre trocas comerciais internacionais, para o desgosto de seus parceiros. Os Estados Unidos inventaram o multilateralismo, eles devem preservá-lo, disse, durante o discurso regularmente interrompido por aplausos e ovações.

“Não existe um planeta B”, continuou o presidente francês, numa menção ao aquecimento global. “É necessário lutar contra o vírus das fake news”, disse ainda o presidente francês.

Terrorismo

Uma das declarações mais enfáticas de Macron, no entanto, abordou a questão do terrorismo. “Nossos países foram fundados sobre as mesmas bases, os mesmos ideais. São nossos valores que os terroristas detestam”, afirmou o líder francês.

"Devemos lutar pela liberdade, protegê-la, transmiti-la. Este é um lembrete urgente porque hoje, além de nossos laços, a França e os Estados Unidos devem enfrentar os desafios do século 21 juntos ", disse. Ele enfatizou a importância de manter relações fortes entre os dois países, especialmente na luta contra o terrorismo.

“Nada se constrói a partir da raiva e do medo das pessoas”, disse o presidente francês, antes de citar Franklin Delano Roosevelt [presidente dos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial]: "A única coisa a temer é o medo em si mesmo".

Macron, que havia afirmado na semana passada ter convencido Donald Trump a ficar na Síria por mais tempo, enfatizou ainda durante o discurso a importância de construir uma "solução política sustentável” no país em guerra, “uma solução inclusiva, que evite a hegemonia e que não alimente o terrorismo".

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