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França

Imprensa francesa destaca desacordo entre Trump e Macron por trás da imagem de entendimento

media Jornais de 25 de abril de 2018 falam sobre a diferença entre as imagens e a tentativa de Trump e Macron de afinarem o discurso nos bastidores. RFI

As declarações do americano Donald Trump e do francês Emmanuel Macron, que entra hoje em seu terceiro e último dia de visita oficial a Washington, sobre o acordo nuclear com o Irã estão nas manchetes dos principais jornais franceses desta quarta-feira, 25 de abril. As imagens mostrando intimidade entre os dois presidentes contrastam com os desacordos entre ambos.

Segundo o jornal Le Parisien, os "afagos" trocados entre Trump e Macron mostram "a imagem do entendimento por trás de uma divergência crucial em relação ao acordo nuclear com o Irã".

O jornal de esquerda Libération, mais crítico a Macron, diz que o presidente francês abusa de elementos linguísticos para mostrar que tudo vai bem. Expressões como "relação especial" e "objetivos comuns" têm sido amplamente utilizadas.

O americano não fica atrás. "Temos um relacionamento muito especial", disse Trump, antes de espanar o ombro de Macron: "Além disso, vou remover a caspa. Temos que torná-lo perfeito, ele é perfeito ", descreve o jornal.

Tudo isso, segundo o Libération, para tirar o peso das observações belicosas do presidente americano sobre o acordo iraniano, mesmo antes do início da entrevista, que colocou um sorriso tenso na face de Emmanuel Macron.

12 de maio

Donald Trump de fato ameaçou se retirar do acordo alcançado em 2015 pelas grandes potências com o Irã, se as "terríveis deficiências" do texto não forem corrigidas antes de 12 de maio.

Perguntado por um jornalista sobre esta questão central da visita do Estado, Donald Trump lançou: "Você sabe a minha posição. Este é um mau negócio que nunca deveria ter sido concluído e nos custou bilhões. É uma pena, é ridículo, nunca deveríamos ter assinado algo assim, mas vamos conversar sobre isso ”.

E o presidente americano continuou: "Onde quer que você vá, especialmente no Oriente Médio, há o Irã por trás. Iêmen, Síria, em todos os lugares e, infelizmente, a Rússia também está cada vez mais envolvida. Mas o Irã parece estar por trás de todas as situações em que há um problema. E o acordo com o Irã é um desastre", disse.

Diplomacia por trás das imagens

O jornal conservador Le Figaro também analisa a diplomacia por trás das fotos. Enquanto os dois presidentes fazem de tudo para projetar uma imagem pública de entendimento perfeito, nos bastidores, os líderes americano e francês tentam desesperadamente afinar o discurso.

Faz dois meses que os europeus (França, Reino Unido e Alemanha) negociam com os americanos para preservar uma frente unida contra os iranianos, diz Le Figaro.

Os dois chefes de Estado concordaram ontem em Washington em estabelecer outro ponto fundamental no acordo com o Irã, que seria "uma solução para a Síria".

"Eu quero retirar as tropas americanas da Síria", disse Trump. "Mas eu não quero dar ao Irã um acesso ao Mediterrâneo".

Em caso de acordo com os outros países europeus, os iranianos podem ser notificados a deixarem a Síria em um contexto de uma regulamentação de paz global para a região "que evitaria que tenhamos de voltar daqui a alguns anos", disse Macron, citado pelo Le Figaro.

Trump, como de costume, ameaçou: "Se eles nos ameaçarem de qualquer maneira, eles pagarão um preço como poucos países já pagaram".

O jornal liberal Les Echos disse que o "bromance" entre Macron e Trump foi posto à prova na terça-feira. O presidente americano vai decidir o que fazer deste acordo nuclear com o Irã até o dia 12 de maio e ninguém sabe o que ele vai decidir, mesmo se Macron tem agora uma pequena ideia", brincou o presidente americano, olhando o seu homólogo francês.

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