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Revista francesa analisa se papa Francisco é corajoso ou demagogo

Revista francesa analisa se papa Francisco é corajoso ou demagogo
 
A capa da revista semanal Le Point dá destaque ao papa Francisco e sua opinião sobre os conflitos da atualidade. Reprodução RFI

A diplomacia do papa Francisco, chefe da Igreja, de Estado e de Governo do Vaticano, é tema da reportagem de capa da revista semanal Le Point. O sorridente argentino Jorge Mario Bergoglio é o primeiro papa latino-americano, o primeiro do hemisfério Sul e também o primeiro cujo pontificado transcorre em escala mundial.

Em cinco anos de exercício, Francisco já recebeu 90 chefes de Estado e de Governo no Vaticano, alguns deles mais de uma vez. Os dirigentes internacionais fazem fila para se reunir com ele. Sua influência crescente no cenário internacional e sua disposição de dialogar com líderes controversos, como Donald Trump, Recep Erdogan, Vladimir Putin e Xi Jinping, fazem a revista semanal francesa questionar se o papa Francisco não seria "o líder do mundo livre". 

O papa Francisco atua com agilidade, opina a jornalista Constance Colonna-Cesari, autora do livro “No sigilo da diplomacia vaticana” (“Dans les secrets de la diplomacie vaticane”, editora Seuil). Ele já coleciona sucessos nessa ação, como a reaproximação entre Cuba e Estados Unidos, anterior a Trump, e o acordo de paz com as Farc na Colômbia. Além disso, ele envia ao mundo gestos simbólicos fortes, como o abraço ao líder sunita xeque Ahmed al-Tayeb, no ano passado, durante a visita que fez à cidade do Cairo em meio à onda de atentados contra os cristãos coptas egípcios. A Igreja Católica está na linha de frente no acolhimento de refugiados na Europa, e o papa sacode a consciência daqueles que insistem na crispação identitária, menciona o texto.

Segundo a Le Point, a influência do papa também está por trás da aproximação entre o líder sul-coreano Moon Jae In e o norte-coreano Kim Jong Un, que deve resultar num encontro do dirigente comunista com Donald Trump, atenuando a ameaça de uma guerra nuclear. O presidente da Coreia do Sul é católico e ouviu do papa, durante uma visita de Francisco a Seul, que “o perdão é a porta que leva à reconciliação”.

Consciência do mundo

No momento em que as cartas do jogo geopolítico mudam de mãos e que se multiplicam os regimes autoritários, o pensamento de Francisco é uma inspiração, observa a Le Point. Grandes ícones antes associados à luta pelos desfavorecidos perderam a credibilidade, diz a revista, citando o ex-presidente Lula, a líder birmanesa Aung San Suu Kyi, passiva diante da perseguição à minoria rohingya, e o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, que sequer é ouvido.

Para a Le Point, o papa Francisco tem a oportunidade de se tornar a consciência do mundo. Um cardeal que não tem o nome citado na reportagem, amigo de Francisco desde os tempos em que ele ainda morava em Buenos Aires, diz que ele assumiu a luta contra as discriminações em escala planetária, suscitando uma adesão maciça. “Quando o conheci, ele parecia triste, insatisfeito; agora, ele propaga uma alegria contagiosa, principalmente depois que encontrou o tom certo para lidar com a mídia e consegue levar sua mensagem para todo o planeta”.

O Vaticano entrou na era da “promoção de marca” do papa Francisco. Aos detratores incomodados com esta estratégia, o diretor do Observatório Romano, Giovanni Maria Vian, sorri, acrescentando que Francisco não tem a menor vontade de viajar. “Ele age como um missionário, da mesma forma que os jesuítas no século 17.” “Corajoso ou demagogo?”, questiona a Le Point. “Um agitador de ideias, adepto do encontro e da transversalidade, que vê a humanidade como um magnífico poliedro, no qual todas as faces estão à mesma distância do centro”, explica a revista.

Na opinião do cardeal Jean-Louis Tauran, presidente do Conselho para o Diálogo Interreligioso da Santa Sé, o papa argentino é, antes de mais nada, “um homem que não tem medo de ninguém, que fala a verdade, que não tem a solução, mas também não condena ninguém, apenas ajuda as pessoas a pensar e a progredir”. Ele tornou-se a referência moral do mundo, resume o cardeal.


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