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França

O PT está órfão de seu herói, afirma Le Monde

media Manifestantes pró-Lula reunidos durante deliberação do STF. Brasília 04/04/18. EVARISTO SA / AFP

“O Partido dos Trabalhadores está órfão de seu herói”, destaca o jornal francês Le Monde em sua edição desta quinta-feira (05). Segundo o diário, a condenação do ex-presidente Lula enfraquece a formação da esquerda no Brasil. Parte do voto de protesto poderá ir para a extrema-direita, alerta o jornal.

O diário fala sobre a trajetória do ex-metalúrgico, nascido no final da ditadura militar, que defendia os direitos dos marginalizados. Segundo Le Monde, o Partido dos Trabalhadores sofre com o iminente encarceramento de sua figura mais carismática e vive um choque que talvez não se recupere.

Um guerreiro incansável, Lula até agora liderou a campanha para a eleição presidencial de outubro, na qual ele é o favorito com mais de 35% das intenções de voto, escreve o jornal francês. Fingindo desprezar justiça, o ex-sindicalista cruzou Brasil com sua caravana, tendo a adoração de uns o ódio de outros.

Encanto de Lula

Para Le Monde, o colapso do principal partido de esquerda brasileiro foi evidenciado após o fracasso das eleições municipais de 2016, onde o PT perdeu 60% de suas prefeituras. Na verdade, se o encanto de Lula ainda funciona, pondera o diário, ele não apaga a crítica a um partido desgastado por treze anos no poder, acusado de não ter mantido suas promessas e se sujado em escândalos de corrupção.

A destituição da presidente Dilma Rousseff em 2016, a política ultraliberal e os diversos casos de suborno no governo de seu sucessor, Michel Temer, podem relativizar os problemas gerados pelo PT, mas sem Lula a esquerda se sente órfã, opina o artigo.

O perigo da extrema-direita

O jornal francês entrevistou Lincoln Secco, autor de “História do PT”, publicado em 2016, que afirma que o vácuo deixado por Lula poderia ser preenchido perigosamente pela extrema-direita. "Os votos de Lula podem ser divididos. Uma parte votará no PT, outra em Jair Bolsonaro [o candidato de extrema-direita] que atrai o voto de protesto, embora seu discurso seja confuso e fascista. Finalmente, uma parte mais significativa não votará”, conclui o autor para o Le Monde. " “A abstenção acentuada vai aumentar as chances do ex-defensor militar da pena de morte e do porte de armas, creditado hoje 20% das intenções de voto”, alerta Secco.

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