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França

Greve nos transportes paralisa França nesta terça

media SNCF anuncia que apenas 12% dos TGVs vão circular por conta da greve na terça-feira, 3 de abril de 2018. REUTERS/Stephane Mahe

Terça-feira (3) será um dia caótico para a França, antecipam os jornais franceses desta segunda. Diversos setores como aviação, transporte público, coleta de lixo e eletricidade entram em greve, complicando o dia a dia dos franceses.

Um dos movimentos de mais impacto será a paralisação da SNCF, empresa pública ferroviária, que inicia hoje à noite um movimento que durará pelos próximos três meses. Segundo o jornal "Aujourd'hui en France", a greve terá grande adesão, com 77% dos condutores de trens parados entre 19h desta segunda-feira (2) e 8h da manhã de quinta (5).

No centro da questão está a reforma do setor proposta pelo governo do presidente Emmanuel Macron, que inclui o fim do emprego vitalício e a abertura da SNCF à concorrência ou à transformação em sociedade anônima, o que, segundo os sindicatos, abre caminho a uma futura privatização. 

A SNCF prevê o funcionamento de apenas 12% dos TGVs, com um trem a cada oito, 28% dos RERs de Paris, 13% das linhas entre cidades e 5% dos trens regionais. Apesar das linhas internacionais Eurostar e Thalys continuarem funcionando quase normalmente, outros destinos serão fortemente afetados. Para a Alemanha está previsto um trem a cada três e não haverá trens para a Espanha, Suiça e Itália.

O "Aujourd'hui en France" também avisa que todas as informações estarão disponíveis no site e no aplicativo da empresa a partir de 17h da véspera.  A SNCF também vai trocar ou reembolsar todos os bilhetes afetados pela greve. 

A negociação com o governo continuará durante toda a semana, mas uma nova paralisação já está prevista para domingo 8 e segunda-feira 9 de abril. A situação não agrada aos franceses. Segundo pesquisas de opinião recentes, a maioria considera o movimento desnecessário. 

Air France em greve

A companhia aérea Air France também vai parar nesta terça-feira, quarto dia de greve em cinco semanas. Segundo o jornal "Le Monde", em caso de voo anulado, a empresa vai avisar os clientes por mensagem de texto ou email na véspera. As informações sobre voos também estarão no site da companhia. 

Os sindicatos de trabalhadores exigem um aumento de 6% nos salários, muito além do 1% oferecido pela companhia. Já o sindicato dos pilotos exige um aumento de 10,7%. Caso a negociação com a empresa não dê certo, novas greves estão previstas para os dias 10 e 11 de abril. 

Outras paralisações menores também estão previstas para esta terça-feira (3). Os coletores de lixo e garis reinvidicam a criação de um serviço público nacional e reconhecimento das dificuldades de trabalho no setor.

Já a Federação Nacional de Minas e Energia fará uma greve de três meses a partir desta terça-feira (3) para "exercer pressão sobre os atores econômicos", impondo reduções de cobrança em usinas nucleares, fazendo cortes direcionados a empresas ou diminuindo o preço da energia em alguns horários.

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