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Revista detalha prestação de contas confusa na campanha presidencial de Mélenchon

Revista detalha prestação de contas confusa na campanha presidencial de Mélenchon
 
"Os segredos do 'pequeno empreendimento' de Mélenchon" é o título da reportagem do semanário L'OBS. Fotomontagem RFI

Enquanto o ex-presidente Nicolas Sarkozy foi indiciado esta semana por corrupção passiva, financiamento ilícito e dissimulação de fundos públicos líbios em sua campanha eleitoral de 2007 à presidência, a imprensa francesa investiga as contas de uma campanha mais recente, a de Jean-Luc Mélenchon, candidato da França Insubmissa, movimento de extrema-esquerda que disputou a presidencial do ano passado.

Uma primeira reportagem, no final de fevereiro, mostrou que o financiamento da campanha de Mélanchon "se estruturou de maneira atípica". A Comissão Nacional de Contas de Campanha e de Financiamentos Políticos (CNCCFP), que reembolsa com dinheiro público os gastos dos partidos, aprovou a prestação de contas de Mélenchon, mas rejeitou uma parte do valor total, um montante de € 430 mil euros, cerca de R$ 1,750 milhão, considerados suspeitos.

O ex-candidato se defendeu, rejeitando qualquer insinuação de superfaturamento de sua campanha. Mélenchon destacou, inclusive, que sequer gastou o teto previsto para seu partido.

Mas esta semana a revista L’OBS, de linha editorial de esquerda, próxima dos socialistas, publica a sua própria investigação sobre as despesas de Mélenchon e tece considerações constrangedoras.

Segundo a L'OBS, a contabilidade do candidato de extrema-esquerda foi a mais desorganizada dentre os 11 concorrentes ao primeiro turno da presidencial. «Não é um julgamento, apenas uma constatação», declara a revista, citando um amontoado de recibos, sem qualquer classificação por tipo de despesa, enviado à justiça eleitoral em caixas de papelão.

Compra de legumes e serviços de comunicação

A reportagem encontrou, na mesma caixa, recibos de compra de queijos, vinhos e legumes para os piqueniques militantes do partido, notas fiscais de restaurantes e de aluguéis pagos na plataforma Airbnb relativos a um comício na Martinica, assim como faturas do prestador de serviços que desenvolveu os hologramas de Mélenchon. O recurso inovador permitiu que ele aparecesse virtualmente em vários comícios ao mesmo tempo. Em resumo, uma bagunça que dificultou o trabalho dos fiscais.

As notas rejeitadas foram emitidas por uma ONG, a Era do Povo, que tanto pagava o salário de colaboradores quanto o aluguel de salas e equipamentos de filmagem e comunicação. Durante a campanha, houve uma mudança nos estatutos da ONG, mas o resultado foi pouco convincente.

A L’Obs também constatou que os assessores mais próximos de Mélenchon recebiam quantias importantes sob o estatuto de autoempreendedores, um regime fiscal muito criticado pelo candidato durante os debates eleitorais.

«Não dá para saber se a campanha de Mélenchon foi planejada do ponto de vista financeiro», escreve a revista. Todos os colaboradores do ex-candidato, hoje deputado, justificam a improvisação dos gastos alegando que Mélenchon iniciou sua campanha muito cedo. Ele era um pequeno candidato e não sabia, se mais adiante, receberia apoio financeiro. Por isso, criou-se um "sistema artesanal".

A L'OBS encerra sua reportagem sem conseguir concluir se houve ou não superfaturamento na campanha de Mélenchon. Mas promete analisar as prestações de contas dos outros candidatos à presidencial de 2017, que poderão ser consultadas nas próximas semanas.


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