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França

"Vivo o inferno da calúnia", diz Sarkozy após indiciamento por corrupção

media Saída do ex-presidente francês Nicolas Sarkozy da sede da polícia judiciária em Nanterre, subúrbio de Paris, França, em 21 de março de 2018. REUTERS/Stephane Mahe

O ex-presidente francês Nicolas Sarkozy, indiciado na noite de quarta-feira (21) na investigação sobre o suposto financiamento líbio de sua campanha eleitoral de 2007, afirmou que vive o "inferno da calúnia" em seu depoimento aos magistrados. O site do jornal Le Figaro publica nesta quinta trechos da argumentação de defesa do ex-presidente.

Depois de passar 26 horas sob interrogatório, o ex-chefe de Estado (2007-2012) foi indiciado por "corrupção passiva, financiamento ilícito de campanha eleitoral e dissimulação de fundos públicos líbios". Sarkozy foi colocado sob controle judicial e, se vier a ser condenado pelos crimes que lhe são imputados, poderá pegar até 10 anos de prisão.

Há mais de cinco anos, juízes do polo anticorrupção do Tribunal de Nanterre, na região parisiense, investigam se o político conservador recebeu € 50 milhões de euros, cerca de R$ 202 milhões, do ex-ditador líbio Muammar Kadhafi para sua primeira campanha à presidência. O inquérito só foi aberto em 2012, após a publicação de um documento líbio pelo site de informação Mediapart, entre os dois turnos da eleição presidencial, atribuindo o financiamento ilícito ao regime líbio. Sarkozy e membros de seu partido alegaram que o documento era falso.

Em seu depoimento, Sarkozy voltou a dizer que Kadhafi mentiu sobre o financiamento por vingança, depois de Paris ter apoiado uma intervenção militar internacional contra o regime no poder em Trípoli, em março de 2011. Segundo Sarkozy, desde o dia 11 de março de 2011, quando ele recebeu opositores líbios no Palácio do Eliseu, Kadhafi passou a "espalhar mentiras" a respeito das contas de campanha. O ex-ditador afirmou que Sarkozy pediu ajuda financeira a ele quando ainda ocupava o cargo de ministro do Interior no governo Chirac e esteve na Líbia para discutir questões relacionadas à imigração ilegal.

Operador franco-líbio

A testemunha chave no inquérito é o empresário e comerciante de armas franco-líbio Ziad Takieddine. Em várias ocasiões, Takieddine afirmou que atuou como intermediário na operação de financiamento da campanha de Sarkozy, tendo inclusive transportado € 5 milhões, cerca de R$ 20 milhões, entre Trípoli e Paris. Uma boa parte da acusação se baseia no depoimento de Takieddine, que afirma ter visitado Sarkozy no Ministério do Interior.

Aos juízes anticorrupção, Sarkozy reafirmou que o empresário mente. "A respeito de Takkiedine, lembro que ele não teve nenhum encontro comigo entre 2005 e 2011, não há nenhum registro em minhas agendas", alegou. O histórico judicial do empresário, citado em vários processos de venda de armas e outros negócios suspeitos, além de condenações por difamação, também foram citados por Sarkozy como elementos para diminuir a credibilidade do operador.

Sarkozy foi detido na manhã de terça-feira e interrogado durante 26 horas. Ele teve apenas uma pausa para dormir em casa, antes de voltar na quarta-feira para concluir o depoimento.

De acordo com o jornal Le Monde, ex-dirigentes do regime de Kadhafi teriam recentemente prestado novos esclarecimentos sobre o caso, o que teria levado à convocação de Sarkozy.

O ex-presidente conservador ainda responde a acusações em outros dois processos judiciais. Um deles apura favorecimento na promoção de um juiz, em troca de informações judiciais sigilosas. O financiamento de sua campanha à reeleição, em 2012, também é alvo de um processo por superfaturamento nos contratos de uma empresa de comunicação, contratada por seu partido, e chamada Bygmalion.

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