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França

Sarkozy depõe pelo 2° dia sobre financiamento ilícito de campanha

media A sede da delegacia anticorrupção, em Nanterre, onde o ex-presidente francês Nicolas Sarkozy depõe pelo segundo dia, nesta quarta-feira (21). GEOFFROY VAN DER HASSELT / AFP

Nicolas Sarkozy depõe nesta quarta-feira (21) pelo segundo dia na delegacia anticorrupção de Nanterre, periferia de Paris. A detenção para interrogatório do ex-presidente francês começou às 8h de terça-feira (20), mas ele pôde excepcionalmente passar a noite em casa e voltou nesta manhã ao local. A polícia investiga o suposto financiamento ilegal da Líbia na campanha eleitoral vitoriosa de Sarkozy, em 2007.

A suspeita é que o ex-presidente líbio, Muamar Kadafi, tenha contribuído com até € 50 milhões. Esse é o primeiro depoimento de Sarkozy no inquérito iniciado há cinco anos. A detenção provisória pode durar até 48h. No final do interrogatório, o ex-presidente francês pode ser libertado, indiciado ou convocado para um novo depoimento.

Brice Hortefeux, ex-ministro do Interior e aliado de Sarkozy, também depôs ontem no caso, mas não foi detido. Pelo Twitter, ele disse que seu testemunho deve “encerrar o caso, baseado em uma sucessão de erros e mentiras.”

Reação da imprensa francesa

A imprensa francesa desta quarta-feira analisa a detenção para interrogatório do ex-presidente francês.

Libération publica um dossiê especial de cinco páginas para explicar essa “volta de Sarkozy ao banco dos suspeitos”, numa referência aos vários outros escândalos envolvendo o ex-presidente. Detido para interrogatório na manhã de terça-feira sobre o suposto financiamento ilegal da Líbia para sua campanha presidencial vitoriosa de 2007, ele é de novo acuado pela Justiça.

“Sarkozy foi fisgado por Kadafi”, brinca Libé. O inquérito, chamado de tentacular pelo jornal, visa determinar, além do financiamento ilícito, atos de corrupção ativa e passiva, tráfico de influência, peculato e fraude fiscal.

Segundo uma testemunha-chave do caso, pelo menos € 1,5 milhão foi entregue em malas de dinheiro aos organizadores da campanha de Sarkozy. A reportagem diz que a polícia não conseguiu identificar formalmente depósitos vindos da Líbia, mas descobriu um esquema de pagamento em dinheiro líquido de vários colaboradores, reforçando o perigo de um indiciamento ou condenação do ex-presidente.

Detenção angustiante e tranquilizadora

Em seu editorial, Libération diz que a detenção de mais de 24h de Sarkozy é ao mesmo tempo “angustiante e tranquilizadora.” Angustiante porque indica que a eleição, que levou ao poder por cinco anos um presidente francês, pode ter sido truncada. Angustiante também é a posição da direita francesa que denuncia uma “perseguição da Justiça e da imprensa” contra Sarkozy.

Por outro lado, o caso é tranquilizador, acredita o diário. “Tranquiliza não pela detenção para interrogatório de um ex-presidente, mas por mostrar que policiais e juízes continuaram a trabalhar, com independência e no ritmo deles, para tentar fazer Justiça.”

Presente póstumo de Kadafi

Le Parisien diz que este é o presente póstumo de Kadafi. O diário lembra que apenas alguns meses depois de sua eleição em 2007, Sarkozy recebeu com pompa no Palácio do Eliseu o controvertido presidente líbio para uma visita de Estado de cinco dias, que gerou muita polêmica.

O jornal lembra ainda que, oficialmente, o ex-presidente francês, que perdeu as primárias de seu partido Os Republicanos nas últimas eleições presidenciais, abandonou a vida política. Mas sua aura continua forte entre seus partidários e Sarkozy sempre rejeitou com vigor as acusações.

Esta não é a única suspeita contra o ex-presidente, que é processado em dois outros casos: o primeiro sobre o financiamento de sua campanha de 2012 e o segundo sobre o grampo de um magistrado que o estava investigando.

“Um tigre nunca vira vegetariano”

Le Figaro também afirma que Sarkozy continua popular e que o vírus da política nunca o abandonou. "Um tigre nunca vira vegetariano", escreve o jornal conservador citando o ex-ministro e aliado, Brice Hortefeux.

Sarkozy não pretende mais se candidatar, mas “espera continuar influenciando a vida política francesa”, afirma o jornal conservador.

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