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França

Macron felicita Putin mas pede elucidação sobre caso de espião

media Encontro entre os presidentes russo, Vladimir Putin, e francês, Emmanuel Macron, em 29 de maio de 2017 REUTERS/Etienne Laurent/Poo

O presidente francês, Emmanuel Macron, enviou nesta segunda-feira (19) a Vladimir Putin, reeleito para a presidência da Rússia na véspera, “votos de sucesso”, exprimindo, ao mesmo tempo, “grande preocupação” sobre a Síria e pedindo esclarecimentos sobre responsabilidades” no caso Skripal.

Macron conversou ao telefone com Putin, segundo um comunicado do Palácio do Eliseu. O líder francês reafirmou seu compromisso por um diálogo construtivo entre a Rússia, França e Europa.

Sobre a Síria, Macron se disse muito preocupado “tanto sobre a situação na região de Afrine, quanto em Guta Oriental” e pediu que a “Rússia se esforce para acabar com os combates e as mortes de civis”, precisou o Eliseu, pois Moscou apoia o regime de Damasco.

O presidente francês também lembrou que “a França mantém o desejo do restabelecimento da soberania e integridade territorial da Ucrânia em suas fronteiras reconhecidas internacionalmente, e a aplicação efetiva e, o quanto antes, dos acordos de Minsk”, quatro anos após a anexação “ilegal” da península ucraniana da Crimeia por Moscou.

Felicitações com ressalvas

Macron pediu que Putin se empenhe na luta contra as armas químicas e que tudo seja feito para esclarecer o envenenamento do ex-espião russo Serguei Skripal na Inglaterra.

Em Berlim, o porta-voz do governo de Angela Merkel anunciou que a chanceler escreveria em breve um telegrama para Putin, “para felicitá-lo e ao mesmo tempo falar dos pontos de desacordos entre os dois países”.

O premiê japonês, Shinzo Abe, falou com Putin por telefone. “Ambos líderes confirmaram que vão colaborar na desnuclearização da Coreia do Norte”, informou um comunicado oficial de Tóquio.

Aliados só elogiam

Já o presidente sírio, Bachar al-Assad, felicitou o aliado Putin pela vitória “lógica”, resultante de “seu desempenho excepcional”. O apoio militar da Rússia na guerra na Síria permitiu que o regime de Assad recuperasse terreno junto aos rebeldes.

O presidente chinês, Xi Jinping, também próximo de Putin, assegurou que seu país “está pronto para trabalhar com a Rússia a fim de estreitar as relações entre as duas nações e promover a paz mundial”.

O líder iraniano Hassan Rohani também felicitou o colega russo “pela vitória decisiva”. Nicolas Maduro, da Venezuela, celebrou a reeleição de Putin, declarando que “Rússia e Venezuela são países irmãos que enfrentam as frequentes manobras do imperialismo”.

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