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França

França: Ministro da Educação confirma proibição de celulares nas escolas

media O Ministro da Educação da França, Jean-Michel Blanquer, confirma proibição do celular nas escolas. Foto do 20/02/18 REUTERS/Gonzalo Fuentes

O ministro da Educação francês, Jean-Michel Blanquer, confirmou nessa segunda-feira (5) que em 2019 os celulares serão proibidos a partir do quinto ano do ensino fundamental. A proibição será incluída na lei nas próximas semanas.

Em entrevista à rádio francesa France Inter, o ministro francês declarou que os telefones serão proibidos nas classes e nos estabelecimentos. Segundo ele, as escolas poderão adaptar a proibição, e até mesmo recusar que o estudante entre no local com seus celulares. “No mínimo eles terão que guardá-lo e só retirá-lo para uso pedagógico ou alguma situação de emergência”, declarou o ministro francês.

Atualmente, o regulamento interno dos estabelecimentos proíbe o uso dos celulares dentro da sala de aula, mas não no pátio, por exemplo, em respeito à “liberdade pública”. Esse termo será modificado na lei para facilitar a aplicação da nova restrição. Muitos professores franceses, entretanto, afirmam que será difícil impor essa decisão do governo, mesmo reconhecendo que os alunos são “viciados” em seus telefones.

"Problemas mais sérios"

Em entrevista ao jornal Le Monde, Claire Krepper, professora e secretária nacional do sindicato da categoria SE-UNSA, denunciou uma medida “puramente midiática”. Para ela, a proibição do celular tem pouca importância se comparado a outros problemas, como o número insuficiente de professores e a formação do corpo docente no uso de novas tecnologias.

Além disso, declara, “os professores não vão se transformar em policiais e ficar verificando se há ou não celulares nas bolsas dos alunos, quando falta tempo para ensinar direito os conteúdos”. O ministro francês chegou a propor a criação de armários para guardar os objetos. Uma ideia difícil de colocar em prática, já que existem cerca de três milhões de alunos nessa faixa etária nas escolas públicas.

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