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França

Macron é vaiado no Salão da Agricultura de Paris

media O presidente francês Emmanuel Macron em visita ao 55° Salão da Agricultura em Paris,em 24 de fevereiro de 2018. REUTERS/Ludovic Marin/Pool

Os agricultores franceses, preocupados com um possível acordo comercial entre a União Europeia (EU) e o Mercosul, receberam com vaias neste sábado (24) Emmanuel Macron, em sua primeira visita como presidente ao Salão da Agricultura de Paris.

Os manifestantes usavam camisas com a frase "Cuidado, agricultores indignados!". Um pouco antes, o presidente francês havia sido recebido com protestos do setor agrícola, mas algumas pessoas o aplaudiram.

A visita de Macron, antes da abertura do tradicional evento ao público, acontece após vários protestos de agricultores em todo o país contra o projeto de acordo de livre comércio entre a União Europeia e os países do Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai).

"Sei a importância de nossa agricultura, conheço as expectativas, as ansiedades e o sofrimento. Estou convencido de que há um futuro para nossa agricultura, mas que temos que concretizá-lo juntos", disse Macron na abertura do salão.

Entre vaias e aplausos

O presidente foi recebido entre empurrões e aplausos. "Estou feliz de passar o dia com pessoas entusiasmadas", disse Macron durante um encontro com Thibault Dijols, fazendeiro responsável pela "Haute", uma vaca da região de Aubrac, estrela da edição deste ano. Pouco depois o presidente foi vaiado por membros da Associação de Jovens Agricultores.

Os trabalhadores do setor agrícola temem em particular a importação para a Europa de 70.000 toneladas anuais de carne bovina sul-americana, com taxas reduzidas. Também denunciam o que consideram uma “concorrência desleal desta carne, produzida a baixo custo e com critérios sanitários e de qualidade menos exigentes que na Europa".

UE e Mercosul retomaram esta semana no Paraguai as discussões sobre um tratado de livre comércio, que está em negociação há quase 20 anos. A nova rodada poderia terminar em março com um anúncio sobre um acordo.

Um dos maiores obstáculos para o acordo é a abertura do mercado europeu à carne do bloco sul-americano, sobretudo na França. Muitos temem a entrada de carne tratada com hormônios, sem o rastreamento completo da cadeia de produção.

"Jamais teremos carne tratada com hormônios na França. Jamais. Não se deve brincar com os medos das pessoas", disse Macron na quinta-feira (22) em um encontro com centena de agricultores.

O comissário europeu da Agricultura, Phil Hogan, que se reunirá com Macron, afirmou durante a semana à AFP que um acordo com o Mercosul será "equilibrado" e refletirá a "sensibilidade" da União Europeia em questões como a carne bovina e o etanol.

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