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França

Mélenchon, líder da oposição francesa, defende Lula

media Jean-Luc Mélenchon é o chefe da esquerda radical e o principal nome da oposição francesa. FRANCOIS LO PRESTI / AFP

O presidente da France Insoumise (França Insubmissa), Jean-Luc Mélenchon, publicou em seu blog neste fim de semana um longo texto em defesa do ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva. O líder da esquerda radical e chefe do principal partido da oposição francesa critica o resultado do julgamento do petista e diz que o processo faz parte de um método de “golpe de Estado institucional”.

O texto, intitulado “Lula e nós” faz uma longa introdução sobre a situação dos partidos de esquerda na América Latina. Segundo Mélenchon, após uma década de “fracassos das oligarquias e de seus padrinhos norte-americanos”, a região assiste atualmente a uma luta em forma de revanche contra a esquerda.

Para o francês, essa “guerra usa frequentemente o caminho da instrumentalização da justiça”. Se apoiando no exemplo do impeachment de Dilma Rousseff, no Brasil, e na situação de Horacio Cartes, no Paraguai, Mélenchon afirma que a estratégia usada na região “para destruir um partido popular consiste em enviar seus dirigentes para a prisão” ou acusá-los em processos jurídicos “infamantes e intermináveis”.

Bloquer a chegada da esquerda no poder

Mas para Mélenchon, o julgamento de Lula é o caso mais flagrante dessa tentativa de bloquear a chegada da esquerda ao poder. Porém, comenta o francês, “diante da fraqueza ou até mesmo da inexistência de provas apresentadas pela acusação durante o processo, é claro para todos os observadores que trata-se de uma manobra para impedi-lo de se tornar presidente”. O francês, que ficou em quarto lugar na presidencial de 2017, antes de se eleger deputado dois meses depois, afirma que o processo do petista “estava repleto de irregularidades apontadas por advogados de vários países”. Para ele, Lula é vítima de uma conspiração “dos oligarcas e dos Estados Unidos”, cujo “objetivo vital”, é “abatê-lo”.

“A batalha de Lula é decisiva para impedir a tentativa de tomada geral dos governantes da América Latina”, continua Mélenchon, lembrando que o Brasil, além de ser a grande potência do Cone Sul, é um componente fundamental dos BRICS. “Às vésperas de novas eleições presidenciais, a luta pelo poder nesse país ganha uma dimensão geopolítica essencial”, prossegue o líder da esquerda radical francesa.

Brasil é vítima de um ‘golpe de Estado institucional’

Porém, Mélenchon insiste que “o Brasil não é o único país atingido por esse método de ‘golpe de Estado institucional’”. Ele afirma que “a oposição popular teve sua vitória roubada” em Honduras em novembro passado, critica Lenin Moreno, que, segundo ele, “traiu seu sucessor Rafael Correia reaproximando o Equador dos Estados Unidos”, e defende Cristina Kirchner, na Argentina, “alvo de acusações com o mesmo objetivo de impedir que ela tente se candidatar novamente”.

O deputado termina seu texto comparando a situação latino-americano com o contexto atual francês onde, segundo ele, os mesmos mecanismos foram acionados, “com uma versão mais leve porém não menos certeira”. Para Mélenchon, o poder executivo francês tenta se reforçar. “A reforma institucional anunciada na França prevê um enfraquecimento do poder legislativo” visando “enclausurar a vontade popular em um sistema de representação cada vez mais amarrado” pelo presidente. “Isso se chama uma ‘ditamole’”, finaliza o deputado.

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