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França

Atos racistas recuam na França, mas agressões a judeus e muçulmanos aumentam

media Ministério do Interior da França divulgou nesta quarta-feira (31), o balanço anual de atos racistas na França. REUTERS/Gonzalo Fuentes

Os atos racistas registraram uma importante queda em 2017, na França, segundo dados oficiais divulgados nesta quarta-feira (31) pelo Ministério do Interior. A má notícia é que os casos de violência contra judeus e muçulmanos aumentaram no ano passado.

Esse foi o segundo ano consecutivo de diminuição dos atos racistas na França. Em 2017, 950 queixas de violência, degradação, incêndios ou ameaças contra minorias foram registradas, representando um recuo de 16%. Em 2016, a tendência já era de recuo, após a forte alta registrada em 2015, mais de 2 mil ocorrências, devido aos atentados jihadistas de janeiro e novembro daquele ano.

“Essa diminuição global não deve, no entanto, esconder o aumento das agressões que necessitam uma intervenção policial”, lamenta o ministério do Interior. Os atos violentos contra todas as minorias cresceram, mas os muçulmanos e judeus são os mais visados. No ano passado, 97 agressões antissemitas (20 a mais do que em 2016) e 72 antimuçulmanas (5 a mais) foram registradas.

O governo promete continuar o combate contra essa violência e garante que todos os tipos de ação contra minorias são insultos à República francesa.

Nova agressão antissemita

O balanço anual de atos racistas no país foi divulgado no mesmo momento em que o caso da agressão de um menino judeu em Sarcelles, na periferia de Paris, gerou forte comoção na França. A criança, de apenas oito anos que usava um kipá, foi agredida na rua por dois adolescentes de 15 anos que a derrubaram e atacaram. Uma investigação foi aberta.

O presidente Emmanuel Macron condenou com firmeza o ataque que ele chamou de “ato ignóbil”.

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