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França

Famílias de vítimas do voo AF447 denunciam manipulação da Airbus para evitar processo

media As famílias de vítimas do acidente do voo Rio-Parisse sentem "abandonadas" após nova perícia favorável à fabricante de aviões Airbus. Reuters

Mais de oito anos após o acidente com o avião da Air France, que caiu enquanto voava entre o Rio de Janeiro e Paris, em 1º de junho de 2009, uma nova perícia judiciária culpa agora a tripulação da aeronave, gerando indignação entre as famílias das vítimas, que temem ver a fabricante Airbus escapar de ações judiciais.

As famílias de vítimas do acidente do voo Rio-Paris, que tentam processar a Airbus e a Air France, expressaram nesta quarta-feira (17) seu sentimento de abandono e sua incompreensão após mais de oito anos de investigação e novas perícias consideradas favoráveis “demais” para o construtor de aviões Airbus.

"Há tantos interesses políticos e econômicos que temos a impressão de que as vítimas não passam de ‘perdas e danos’", disse Alain Jakubowicz, advogado da Associação Entraide e Solidarité AF447, durante uma coletiva de imprensa nesta quarta-feira (17), em Paris.

Concentrando-se principalmente numa suposta responsabilidade dos pilotos da Air France, a contra-perícia, entregue aos juízes em Paris no final de dezembro de 2017, provocou a indignação das famílias das vítimas que temem que a Airbus use estas informações para evitar um julgamento.

As sondas Pitot, peça-chave da investigação

Em 1° de junho de 2009, o Airbus AF447 caiu no Oceano Atlântico, na costa do Brasil, matando as 228 pessoas a bordo. O ponto de partida do desastre? As sondas Pitot congeladas pelas condições meteorológicas durante o voo, o que levou a uma interrupção das medições de velocidade do Airbus A330 e desorientou os pilotos. Essas sondas são um elemento-chave na batalha legal entre a empresa e o fabricante, indiciado desde 2011 por homicídios involuntários.

"Se as sondas não tivessem sido cobertas pelo gelo, o desastre não teria ocorrido. Por isso existe, em nossa opinião, a responsabilidade da Airbus", disse o Sr. Jakubowicz, apontando a ausência de um alarme específico para este problema.

"Os especialistas estão culpando os pilotos que não estão mais lá para se defender, pilotos que também são vítimas manipulados por automatismos totalmente disfuncionais", disse Danièle Lamy, presidente da associação, que reúne cerca de 360 familiares de vítimas.

Em 2012, uma avaliação inicial apontou para falhas da equipe, problemas técnicos e falta de informação para os pilotos no caso de gelo nessas sondas. Este primeiro relatório, "muito mais completo" e "feito após uma reconstituição do voo", ainda está nos autos, declarou Jakubowicz, que também apontou a dificuldade de escolher especialistas independentes no "mundo confinado" da aeronáutica.

Após mais de oito anos de processo, "as famílias das vítimas se sentem abandonadas, enquanto, na verdade, isso diz respeito a todos nós", disse o advogado. "Todos devem estar conscientes de que um desastre coletivo não acontece apenas com os outros", concluiu Danièle Lamy.

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