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França

Militantes contra o uso de peles se mobilizam na França para conscientizar consumidores

media Raposa em jaula de criação. Facebook/Fourrure Torture

Os militantes franceses contra o uso de pele animal escolheram um dia estratégico para uma campanha nacional de conscientização: o primeiro sábado (13) da época de liquidações de inverno.

O “dia sem pele” teve estandes do movimento Fourrure Torture (Pele Tortura) em grandes cidades como Paris, Nantes, Poitiers, Dijon e outras. O representante em Paris Olivier Rafin explicou à RFI Brasil que o objetivo foi explicar ao público que “por trás da pele de animal, há muito sofrimento”.

“Queremos que o sofrimento dos animais, criados por causa da pele em condições abomináveis, deixem de ser dissimulado. As peles hoje estão principalmente nas golas, nos forros, em botas. O preço de artigos contendo pele de verdade podem ser até mais baixos que os sintéticos e isso engana as pessoas”, explica Rafin.

Segundo a Fourrure Torture, a proibição contra o uso de animais avança em vários países, como Reino Unido, Áustria, Holanda, Croácia, Eslovênia, Bósnia-Herzegovina, Sérvia, República da Macedônia e República Tcheca. A Alemanha adotou uma legislação pelo bem-estar dos animais que deve levar ao fim das criações para esse fim.

Cenas de crueldade

Quanto à França, Rafin diz que as leis são muito permeáveis e muitos produtos vêm do exterior. “Em todos as criações do mundo, as jaulas são minúsculas. As condições de vida do animal não são levadas em conta, o importante é a pele. A cabeça e as patas serão cortadas, de qualquer maneira. A marta (do “vison”, em francês) é um bicho semiaquático, mas o animal nunca tem àgua à disposição”, explica o militante.

“Pedimos o fim das criações. Aqui os animais são eletrocutados ou mortos por gás, seguindo as normas europeias. Há sempre cenas de crueldade. Temos também um levantamento sobre a criação de raposas na Finlândia, onde os animais, que são selvagens e não acostumados ao cativeiro, roem as patas e cabeças uns dos outros”, continua Rafin.

“Não há necessidade de vestir pele hoje em dia. Muitos alpinistas usam materiais sintéticos, não vemos justificativa para a indústria da pele animal”, afirma o representante do movimento.

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