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França

Contestada, Le Pen quer trocar nome de partido de extrema-direita

media Depois da derrota nas eleições, Marine Le Pen é contestada na liderança da Frente Nacional. REUTERS/Benoit Tessier

Em busca de uma cara nova para a extrema-direita francesa, a presidente do partido Frente Nacional, Marine Le Pen, defendeu a mudança do nome da sigla, fundada pelo seu pai, Jean-Marie Le Pen, em 1972. Nos últimos sete anos, Marine encabeça um processo de “desdiabolização” da Frente Nacional, com o qual conseguiu ampliar o eleitorado na França - ao ponto de conquistar uma vaga no segundo turno das eleições presidenciais de 2017.

Desde a derrota no pleito, porém, o partido desmoronou internamente: sofreu baixas relevantes, como a do número 2 Florian Philippot, e a liderança de Le Pen é contestada abertamente por uma parte dos filiados. Neste domingo (7), em um discurso em Essay, a deputada argumentou que a mudança é importante para “refundação” do partido.

“Se um nome tem uma carga que possa suscitar medos, ou uma carga emocional forte demais – o que, me parece, é o caso da Frente Nacional -, não devemos hesitar em nos proporcionar os meios para chegarmos à vitória”, afirmou Le Pen, que realiza uma viagem por 12 regiões da França para se encontrar com a militância.

A ex-candidata disse ainda que rebatizar a sigla daria mais chances de torná-la “um partido de governo”, e citou os movimentos de extrema-direita que chegaram ao poder na Polônia, na Áustria e na Hungria. Le Pen considera ainda que a troca traria vantagens para a formação de alianças com outros partidos menores de extrema-direita franceses.

Militância histórica é relutante

Mas, aos olhos dos militantes históricos da Frente Nacional, a ideia de mudança é polêmica. Muitos consideram que o nome carrega “os valores da França”. Os mais jovens são os mais favoráveis a uma modificação.

Para ajudar a solucionar o impasse, uma pergunta sobre a alteração do nome faz parte de um questionário enviado para os 51 mil filiados, que são convidados a participar do processo de “refundação”. Se o “sim” se confirmar, a líder afirma já dispor de diversas propostas de nomes, que seriam submetidas a votação no congresso do partido, em março. Porém, se o “não” for escolhido pela maioria, o resultado será interpretado como uma mais um sinal de enfraquecimento de Marine Le Pen.

Com informações da AFP

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