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França

Mãe de jihadista francesa presa na Síria pede repatriação à Justiça

media Emilie König foi presa por forças curdas na Síria, de acordo com sua mãe, que escreveu uma carta ao ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Yves Le Drian, pedindo-lhe que a "repatriasse". Reprodução Youtube

“As mulheres jihadistas francesas devem ser julgadas onde estão", declarou nesta quarta-feira (3) o principal partido da direita na França, o Republicanos, contra o pedido de repatriação de uma jihadista francesa de 33 anos, detida na Síria. Nascida no oeste da França de um pai policial, Emilie König desempenhou um papel importante como propagandista e recrutadora nas redes sociais do grupo Estado Islâmico.

"Sou feminista, acredito que é absolutamente essencial que as mulheres e os homens sejam tratados da mesma forma", disse nesta quarta-feira (3) a porta-voz do partido Republicanos, Lydia Guirous, que disse que "nenhum risco à segurança dos franceses poderia ser aceito".

Figura conhecida do movimento jihadista francês, Emilie König foi presa por forças curdas na Síria, de acordo com sua mãe, que escreveu uma carta ao ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Yves Le Drian, pedindo-lhe que "repatriasse" sua filha e seus filhos. "Presa em um campo curdo, ela foi interrogada e torturada", disse a mãe de Emilie, que afirmou ainda que ficaria com seus três filhos, nascidos na Síria.

No entanto, para a porta-voz do partido Republicanos, "essas mulheres que se comprometeram a lutar na Síria ou no Iraque contra a França, traem a França, se comprometem a matar, não são inconscientes". "Estas são mulheres que expressaram uma afinidade pela ideologia islâmica e acho que devem ser julgadas no território onde estão", insistiu.

De acordo com os serviços de inteligência franceses, "algumas dúzias" de adultos, combatentes jihadistas ou suas esposas, estão atualmente em campos ou prisões no Iraque ou na Síria.

No entanto, o caso das mulheres francesas acompanhadas por seus filhos é o mais espinhoso de ser resolvido, e o presidente francês, Emmanuel Macron, havia indicado em novembro que seus destinos seriam examinados "caso a caso".

Propagandista e recrutadora: uma agente francesa pró-extremistas

Ela desempenhou um papel importante como propagandista e recrutadora nas redes sociais do grupo Estado Islâmico: figura do movimento jihadista francês, Emilie König, 33, foi presa pelas forças curdas na Síria, de acordo com sua mãe.

Entrevistada pelo jornal francês Ouest-France, sua mãe, de 70 anos, que mora em Lorient (no oeste da França), disse que conversou com sua filha por telefone na semana passada. Emilie König foi pioneira em 2012 na Síria. Em setembro de 2014, a ONU colocou-a em sua lista negra dos jihadistas mais perigosos. Um ano depois, os Estados Unidos, por sua vez, a registrou entre os "combatentes terroristas estrangeiros”.

Nascida em Lorient de um pai policial, a caçula de uma família de quatro filhos, criados sozinhos por sua mãe, Emilie König primeiro frequentou a escola antes de se converter junto a seu primeiro marido, de origem argelina e preso por tráfico de drogas.

Ela aprende o árabe, muda seu nome para Samra e começa a usar o véu integral. Em seguida, começa seu processo de radicalização em contato com o grupo extremista de Nantes, o Forsane Alizza, já dissolvido. A partir de 2010, vestindo o niqab (véu integral), ela é vista perto da mesquita de Lorient, onde tenta distribuir folhetos fazendo propaganda do jihad.

Na primavera de 2012, convocada por um tribunal, ela se recusa a retirar seu niqab e provoca uma briga com um segurança, que ela filma e publica no YouTube. Após o episódio, ela deixa seus dois filhos na França e decide se juntar ao novo marido na Síria, que seria morto mais tarde.

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