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Rappers são grandes reis da música francesa em 2017

Rappers são grandes reis da música francesa em 2017
 
Rapper francês Booba é um dos grandes nomes de 2017 no mundo da música francesa. AFP/Sébastien Bozon

A França inteira chorou a morte de Johnny Halliday este mês... mas os reis da música francesa hoje em dia não são mais os rebeldes roqueiros de antigamente ou os cantores pop americanos. 

É o que conta a revista semanal L'Express, que dá grande destaque essa semana ao rap, estilo que domina os aplicativos de streaming na França. A lista dos 20 artistas mais escutados do Deezer, por exemplo, não deixa dúvidas... são 18 rappers no topo.  

"Sempre existiu um mercado de música urbana na França," diz Thierry Chassagne, presidente da filial francesa da Warner Music. 

Mas hoje o rap é um marcador mais geracional que social... e faz sucesso tanto entre a garotada do subúrbio quanto de Paris... todas desencantadas com o mundo. A nova geração, baseada na mentalidade de consumir e não possuir música, fez do streaming seu novo CD Player

L'Express explica que a partir de julho de 2016, o streaming começou a contar para estabelecer o número de albums vendidos por um artista. A música deve ser ouvida por pelo menos 30 segundos, antes de ser convertida em um equivalente de albums físicos vendidos. O que fez com que 50% dos dicos de ouro, desse ano, fossem dados à obras de rap na França.

Com letras que falam de miséria social e o desejo de escapar da realidade... os rappers, muitos deles tão jovens quanto seus fãs, escapam do tradicional para fazer sucesso. Hoje em dia, basta uma câmera e uma conta no Youtube para lançar uma carreira. 

"A punchline dos rappers são os trending topics do twitter", diz Romain Vivien, diretor geral da gravadora Believe à revista. 

"O rap é uma atitude, uma linguagem, uma constante renovação," explica Laurent Rossi, chefe da gravadora Jive Epic, da Sony. 

Entre os mais vendidos do ano estão Soprano, Damso e, o grande ganhador, Jul. 

No entanto, apesar de serem os reis do online,  L'Express explica que o rap ainda tem pouca representação nos meios mais tradicionais. Faltam festivais específicos para o estilo e as televisões normalmente não convidam rappers para participar de suas emissões. 

Fica o preconceito. Um estudo da sociedade de proteção de direitos intelectuais, Adami, mostra que apenas 12% da música que toca nas rádios nacionais francesas é rap ou hip hop. 
 


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