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França

Macron prepara discurso para desejar bom ano novo aos franceses

media A previsão é de que Macron fale das reformas previstas para 2018 REUTERS/Philippe Wojazer

O presidente francês Emmanuel Macron deve fazer um pronunciamento televisivo no domingo (31) com seus votos de ano novo para a França. Essa é uma tradição que vem sendo repetida desde seu predecessor Georges Pompidou, que a instaurou com o discurso mais breve até hoje, de apenas três minutos, em 1969.

“Ele permanecerá focado no futuro, jamais no que já passou, e vai propor aos franceses a continuação do processo de profunda transformação em nosso país”, afirmou Christophe Castaner, porta-voz da presidência.

De acordo com Castaner, o presidente, que está de férias nos Pirenéus, trabalha em seu discurso “até o último minuto”. Pouco se sabe sobre o tom que o chefe de Estado adotará durante o evento ou se Brigitte Macron fará aparição. A equipe do governo tem guardado tudo em segredo.

Os antigos presidentes tentaram, de forma tímida, inovar: Valéry Giscard d’Estaing apareceu perto de uma lareira, ao lado de sua esposa, a quem se dirigiu até o fim. Jacques Chirac se pronunciou atrás de um púlpito. François Hollande hesitava entre ficar de pé ou sentado em um escritório vazio.

Na pauta: mudanças para 2018

O mais provável é que Macron fale dos projetos previstos para o ano seguinte. Uma de suas intenções é a reforma do seguro desemprego, que deve ser estendido aos profissionais independentes e a quem pede demissão.

Também consta em seu pacote de ações o desenvolvimento de formações profissionais e de aprendizagem e um projeto de lei para intensificar a luta contra as violências de gênero.

No nível internacional, Macron deve abordar sua ambição de reformar a União Europeia através de projetos como o “Europa da defesa”, que visa reforçar as políticas de segurança no bloco.

Bom aluno

Emmanuel Macron não deve encontrar dificuldades em apresentar um bom discurso: recentemente a França viu chegar várias boas notícias.

De outubro a novembro de 2017, houve uma redução de 0,8% no índice de desemprego. Ou seja, 29.500 pessoas deixaram de estar inscritas em listas de espera para encontrar um trabalho.

Já no plano político o presidente francês tem pouco a temer. Sua popularidade, que estava em baixa, subiu visivelmente nas sondagens, apontando que 54% dos interrogados o consideravam “um bom presidente da república”.

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