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França

Shoppings e hipermercados destroem lojas de bairro na França, diz Libération

media Reprodução da capa do jornal Libération desta quinta-feira, 14 de dezembro de 2017. Reprodução/Libération

O jornal Libération desta quinta-feira (14) traz em sua capa a guerra entre as lojas de bairro e os shopping centers e hipermercados na França. "É preciso proibir as zonas comerciais?", questiona a manchete do diário, fazendo referência aos imensos espaços nas periferias das médias e pequenas cidades, invadidos por grandes estabelecimentos. O fenômeno constatado em toda a França leva o governo a lançar um "plano de salvação" para os centros urbanos das cidades.

A questão será central na segunda Conferência Nacional dos Territórios, realizada nesta quinta-feira na cidade de Cahors, sudoeste da França. O objetivo do ministro da Coesão dos Territórios, Jacques Mézard, é ambicioso, nota Libération: confortar a atratividade das médias e pequenas cidades, dando prioridade aos centros antigos e abandonados.

No entanto, o governo já deixou claro que não vai lutar contra a extensão e a criação de centros comerciais fora das aglomerações. O motivo é que, apesar do fim dos pequenos estabelecimentos nos centros das cidades, a França quer respeitar a liberdade do comércio, levando em consideração também os mais de 930 mil metros quadrados de grandes lojas, shoppings e hipermercados previstos para serem construídos em 2018, com a promessa de criação de milhares de novos empregos.

Centros comerciais urbanos desaparecem na França

A questão precisa ser tratada urgentemente, considera Libé. "A responsabilidade das grandes zonas comerciais no desaparecimento dos centros das cidades é real", publica o diário. Cada vez mais, as ruas dos centros das cidades francesas estão vazias, lojas são fechadas, comerciantes desistem de seus pequenos negócios. "Mais de 60% dos centros urbanos com mais de 25 mil habitantes têm, em média, 10% de suas lojas vazias", indica o jornal.

No centro do debate, os empresários dos grandes centros comerciais alegam que os empregos se multiplicam nesses locais, "sem mencionar todos os pequenos comerciantes prejudicados", diz Libération. Alegam também que esse é o resultado dos tempos modernos, devido à mudança dos modos de vida.

O diário entrevistou comerciantes e trabalhadores do município de Montélimar, no sul da França, uma das mais castigadas pelo problema. Ao Libération, eles contaram que foram obrigados a abandonar seus estabelecimentos e empregos nos centros urbanos e se render às grandes zonas comerciais nas periferias. O resultado, escreve o jornal, é uma cidade fantasma: ruas vazias, estabelecimentos abandonados. Em Montélimar, duas lojas de bairro fecham a cada mês, diz Libé, enquanto a zona comercial na periferia se expande cada vez mais.

A própria cidade que acolhe conferência nacional dos territórios para debater a questão - Cahors - é exemplo deste problema que atinge grande parte das médias e pequenas cidades da França. Apesar de atrair milhares de turistas e ser considerado "centro de arte e história", o município viu sua população cair pela metade em trinta anos. Difícil será passar a mensagem dos prefeitos ao governo de que o sucesso da França não passa apenas pelas metrópoles, conclui Libération.

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