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França

Paris volta a ser capital mundial do luxo depois do Brexit

media Bolsa da Louis Vuitton à mostra em sua nova loja, em Paris, em 26 de janeiro de 2017. REUTERS/Jacky Naegelen/File Photo

A cidade-luz havia perdido o título de capital mundial do luxo para Londres em 2016, mas, com o advento do Brexit, as grandes marcas voltam a investir em Paris como sede principal, assim como seus clientes, principalmente os asiáticos.

Paris registrou o maior número de aberturas de boutiques de luxo desde o início do ano de 2017, de acordo com um estudo divulgado nesta segunda-feira (13) pela empresa de consultoria imobiliária internacional Savills.

A capital francesa concentrou 5,9% do número total de aberturas deste tipo no mundo, retomando o primeiro lugar na classificação, que no ano passado tinha ido para Londres.

Enquanto o Reino Unido continua mergulhado na agonia do Brexit, a capital britânica despencou para o quarto lugar da lista este ano, lado a lado com Milão: ambos identificaram 5% das aberturas globais de lojas de luxo.

"Se Paris se encontra em primeiro lugar este ano, é em grande parte graças às marcas de luxo francesas, que optaram por abrir novas lojas na cidade", afirmou Christian Nehme, co-diretor da Departamento de Varejo da Savills.

O ano de 2017 foi marcado, em particular, pela abertura em outubro, pelo grupo LVMH, da Maison Louis Vuitton na icônica Praça Vendôme de Paris.

A consultoria relatou que o número de lojas internacionais que abriram novas lojas em Paris este ano inclui o joalheiro britânico David Morris (Rua Saint-Honoré), Balenciaga (Avenue Montaigne, sua terceira loja em Paris) e Rimowa (também Rua du Faubourg Saint-Honoré).

Depois dos ataques terroristas

Ao contrário do ano de 2016, quando o número de turistas internacionais caiu durante vários meses após os ataques, o número de visitantes em Paris aumentou 15,1% no primeiro semestre de 2017 em comparação com o mesmo período do ano anterior, de acordo com o estudo.

A Savills acrescenta que o número de turistas chineses aumentou 23,7% em relação ao mesmo período, enquanto diminuiu em quase 15% em 2016.

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