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França

França relembra atentados que deixaram 130 mortos em 2015

media A prefeita de Paris Anne Hidalgo e o presidente Emmanuel Macron homenageando as vítimas dos atentados. REUTERS/Philippe Wojazer

No segundo aniversário dos ataques do grupo jihadista Estado Islâmico (EI), que deixaram cento e trinta mortos em Paris em novembro de 2015, o jornal Le Figaro dá destaque à ameaça terrorista que continua a pairar sobre a França.

Em entrevista ao jornal, o diretor geral de Segurança Interna, Laurent Nuñez, lembra que o grupo Estado Islâmico ainda ameaça a França, um dos principais alvos da organização, que recruta muçulmanos radicalizados para executar seus atentados.

Em editorial, Le Figaro, o mais tradicional jornal de direita na França, alega que o recuo do grupo Estado islâmico no Oriente Médio não diminui em nada o risco de um ataque ao país. Pelo contrário, insiste o jornal, os franceses devem estar mais atentos do que nunca, pois uma derrota dos jihadistas poderá levá-los a ações vingativas.

A volta dos jihadistas franceses

Le Figaro lembra ainda que quase setecentos muçulmanos franceses se juntaram ao grupo terrorista na Síria, e ainda podem tentar voltar para casa. Além disso, o enfraquecimento do EI na Síria, não significa que outras células do grupo, baseadas na Ásia e na África, não possam vir a atacar o país.

Nos últimos cinco anos, a França sofreu 43 atentados terroristas, mais ou menos sofisticados, visando todos os tipos de alvo, sem discriminação. Por isso, argumenta o editorial, a vigilância deve ser constante, não negligenciando nada nem ninguém, pois o próximo atentado poderá ser cometido por alguém de perfil inesperado. Se os terroristas são, na sua maioria, jovens delinquentes ou imigrantes, eles poderão ser também mulheres ou homens mais velhos.

Escola de Terroristas

O jornal exige que o governo endureça suas medidas de segurança, alegando, por exemplo, que a formação de jihadistas nas penitenciárias ainda não está sendo seriamente abordada. Na Europa, o governo também precisa aumentar seu sistema de segurança, indo além das fronteiras do acordo de Schengen.

Enfim, o jornal pede que a França seja impiedosa com todas as manifestações do islamismo radical, seja na escola, no trabalho ou no espaço público. "A negligência e a indiferença são os melhores aliados dos nossos inimigos", encerra o editorial.

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