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França

Dois anos depois dos atentados de Paris, a vida continua

media O presidente Emmanuel Macron e a prefeita de Paris Anne Hidalgo homenageiam as vítimas dos atentados de 13 de novembro (Foto: Reuters)

A capital francesa lembra com tristeza e resignação nesta segunda-feira (13) dos ataques terroristas simultâneos que deixaram 130 mortos em 13 de novembro de 2015. A RFI foi ao encontro de testemunhas que viveram o atentado perpetrado pelo grupo EI de perto e mostra como os parisienses tentam superar o drama.

 

Nesta segunda-feira (13), o presidente Emmanuel Macron, ao lado de sua esposa, Brigitte, chegou por volta das 9h ao Stade de France, em Seine Saint Denis, na região parisiense. O local foi um dos seis alvos dos ataques em 2015.

Acompanhado do ex-chefe de Estado François Hollande, Macron foi recebido pelo prefeito da cidade de Saint Denis, Laurent Russier, e colocou uma coroa de flores diante da placa onde está escrito o nome de Manuel Dias, a única vítima fatal das explosões ocorridas perto do estádio.

Em seguida, as autoridades francesas presentes fizeram um minuto de silêncio. O presidente francês também deverá visitar os restaurantes e bares atacados pelos terroristas e terminará a homenagem na sala de shows Bataclan, onde 90 pessoas morreram. Os nomes gravados de cada vítima serão pronunciados em uma gravação, na presença das famílias.

Deixar para trás

No balcão dos restaurantes Bonne Bière, Petit Cambodge e Carillon, jornalistas não são bem-vindos. Declarações como “não temos nada a dizer”, ou “queremos virar a página” resumem o estado de espírito dos frequentadores e funcionários dos estabelecimentos, relata o jornalista da RFI, Stéphane Lagarde.

Para as famílias, é o momento de conservar uma memória “justa e inteira” da tragédia, em um momento em que “memória coletiva e individual começam a divergir”, diz Arthur Dénouveaux, sobrevivente e representante da associação das vítimas. Ele lembra que oito pessoas ainda continuam hospitalizadas e há o trauma físico e psicológico, ainda não superado por todos. “Muitas pessoas melhoraram, mas isso não é geral”, diz Dénouveaux.

Arthur Dénouveaux, presidente da Associação das Vítimas dos atentados de 13 de novembro RFI / Stéphane Lagarde

“Minha vida mudou”

Mohamed Amghar trabalhava como segurança na porta H do Stade de France no dia 13 de novembro de 2015. Às 21h05, um dos homens-bomba explodiu seu cinturão de explosivos a dez metros dele.

Mohamed Amghar, segurança do Stade de France atingido pelos estilhaços do homem-bomba em 13 de novembro RFI / Stéphane Lagarde

Sua roupa foi atingida pelos pedaços do corpo do terrorista, além dos estilhaços do artefato. Ele foi um dos 350 feridos daquela fatídica noite. Um ano depois do atentado, Mohamed deixou seu trabalho em Seine Saint-Denis e hoje mora em Paris.

Ele não conseguiu voltar a trabalhar depois do trauma. Tomar um ônibus ou pegar um avião também se tornou uma tarefa impossível. O medo o persegue em locais públicos e ele foge da multidão. Mohammed também não dorme há quase dois anos. O ex-segurança também faz terapia uma vez por semana. "Minha vida mudou, não sou o mesmo".

O caos no hospital

O enfermeiro Théophile Bastide, que estava de plantão em 13 de novembro RFI / Stéphane Lagarde

Os atentados de 13 de novembro também mudaram a rotina nos hospitais parisienses. O enfermeiro do Pronto Socorro do hospital Lariboisière, Théophile Bastide, foi chamado às pressas no dia dos ataques. “As vítimas não paravam de chegar. Psicologicamente foi complicado, mas conseguimos manter o sangue-frio”.

Segundo ele, os hospitais também introduziram exercícios de simulação para ajudar os funcionários a enfrentar esse tipo de situação. Os estabelecimentos também adquiriram material específico, como garrotes, torniquetes e curativos. “O objetivo é parar as hemorragias e estabilizar os pacientes antes do envio para um serviço específico”.

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