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França

Ameaça terrorista continua alta na França, 2 anos após atentados de novembro

media O ministro do Interior da França, Gérard Collomb. REUTERS/Benoit Tessier

A França está “muito mais preparada que há dois anos para enfrentar o terrorismo”, mas a ameaça contra o país continua elevada. As afirmações são do ministro do Interior francês, Gérard Collomb, em uma entrevista ao jornal de Dimanche, publicada neste domingo (12), véspera do aniversário de dois anos dos atentados de novembro de 2015, em Paris e Saint-Denis.

Gérad Collomb lembrou que após os atentados de Toulouse, em 2012, e contra o Charlie Hebdo e o supermercado judaico HyperCacher, em janeiro de 2015, os ataques de 13 de novembro foram “os primeiros concebidos para fazer o maior número de vítimas possível”. Ele garante que, hoje, os serviços de inteligência franceses estão mais aptos a detectar novas ações.

Há dois anos, os ataques contra bares, restaurantes, a casa de show Bataclan e o Stade de France, que deixaram 130 mortos e centanas de feridos, foram perpetrados por um grupo super organizado. Atualmente, os jihadistas agem de maneira isolada, complicando a ação de prevenção da polícia. “Os terroristas evoluem em seus métodos, nós também”, assegura o ministro.

Cerca de 30 atentados evitados

Desde a instauração do Estado de Urgência, no dia seguinte dos ataques de novembro, cerca de 30 projetos de atentados foram abortados no país, informa Collomb. A última operação antiterrorista, na semana passada, prendeu dez suspeitos que planejavam atacar a França no aplicativo Telegram. Na sexta-feira (10), oito deles foram indiciados pela Justiça por “formação de quadrilha com objetivos terrorista”.

Pesquisa publicada neste domingo indica que 92% dos franceses consideram que a ameaça contra o país continua alta.

Na segunda-feira (13), várias cerimônias em homenagem às vítimas dos atentados serão realizadas nos locais que foram alvo dos ataques em Paris e Saint-Denis.

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