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França

Neymar chora e se defende: “Não tenho problema com ninguém no PSG”

media Neymar marcado pelo japonês Makoto Hasebe. REUTERS/Yves Herman

Protagonista da vitoria da seleção brasileira sobre o Japão com um gol e um cartão amarelo, Neymar saiu do estádio do Lille, norte da França, em lágrimas ao se defender dos rumores sobre a fase delicada e cheia de críticas que atravessa com o Paris Saint-Germain.

Élcio Ramalho, enviado especial a Villeneuve D'Ascq

Amparado pelo treinador Tite, o atacante brasileiro confessou estar incomodado com as informações sobre suas desavenças no interior do clube. Ele reconheceu que cometeu erros e disse saber “o que tem que mudar”.

“Sim, é um fato que vem me incomodando. Estão inventando muitas histórias que não são verdades. Não tenho nenhum problema com o Cavani, não tenho problema nenhum com meu treinador (Unai Emery). Muito pelo contrário”, garantiu.

A referência do brasileiro foi a dois temas que comprometeram a imagem do jogador: primeiro com o atacante uruguaio, com quem Neymar teria brigado no vestiário devido à disputa de uma cobrança de pênalti em jogo do PSG. E, segundo, com a recente publicação do jornal esportivo L’Équipe que relatou uma tensão crescente entre Neymar e o treinador espanhol Emery.

Sobre o “abismo” entre os dois, relatado pelo diário, o brasileiro fez questão de esclarecer: “Eu vim com o aval dele para o PSG. Quando cheguei tivemos uma reunião e ele me falou tudo, que iria me ajudar dentro de campo a vencer os objetivos que temos”.

“Eu quero que desde já parem por aqui, de inventar histórias de que eu tenho problema com meu treinador, muito pelo contrário. Eu vim para ajudá-lo e também os meus companheiros. Eu vim para ser feliz. Eu não vim para incomodar ninguém, para arrumar confusão. Vim para ajudar e para somar”, desabafou. “Sei da minha importância, do meu papel e do que tenho de fazer dentro de campo”. 

Contratado pelo PSG em agosto por €222 milhões, na maior transação financeira realizada no futebol, o jogador mais caro do mundo vem enfrentando criticas desde o dia em que foi apresentado, quando a iluminação de boas vindas na Torre Eiffel foi alvo de descontentamento de políticos locais. Além das eventuais desavenças com o companheiro de ataque e com o treinador, o comportamento de Neymar, expulso no jogo contra o Olympique de Marselha ao reagir a faltas sofridas dos adversários, comprometeu a imagem do brasileiro.

A insatisfação com as “histórias inventadas por parte da imprensa (francesa)” não ficou restrita ao PSG. Neymar contou que expressou o incomôdo que sente devido aos problemas com o clube com o treinador Tite e outros membros do comando técnico. “É uma coisa que vem me ferindo aos poucos, sobre essas invenções, de quem não está dentro do Paris (PSG), que não está dentro do nosso dia a dia, ficam falando besteiras, inventando coisas. Peço que parem, que sejam corretos, e agora vocês estão ouvindo da minha boca que não tem nada demais”, acrescentou.

Neymar tentou mostrar tranquilidade ao explicar porque decidiu romper o silêncio e falar de seu incômodo. “Não estou bravo nem p… da vida.  Vim por vontade própria de falar o que eu penso. Eu não gosto de burburinhos, de invenções”, disse, referindo-se a uma parte da imprensa e pessoas que estariam inventando informações falsas sobre ele. “Não tenho problema com ninguém no Paris, pelo contrário”, repetiu.

Defesa de Tite: “Tem índole e coração”

Na coletiva, Neymar voltou a dizer que foi bem acolhido no clube e se sentiu bem adaptado até pelos jogadores que não conhecia. “Me adaptei muito rápido à equipe. As pessoas vivem inventando. Sou um ser humano, acordo às vezes de mau humor, choro, dou risada, erro bastante. Mas estou aqui para aprender todos os dias”, afirmou. “Quero pedir primeiro desculpas pelos meus erros porque quando você é um jogador de futebol e ainda mais um ídolo que se torna espelho para muita gente, tem que ser perfeito. E muitas vezes eu não sou, e aí surgem as críticas e as maldades”, declarou.

“Mas eu sou um cara de 25 anos, que estou aprendendo muito no futebol, já errei muitas vezes e vou errar ainda, mas sei o que tenho que mudar e melhorar”, admitiu.

Nesse momento, o treinador Tite interrompeu o tradutor para dar um depoimento pessoal sobre a situação de Neymar e demonstrar todo o respeito e estima pelo jogador. Ao lembrar que trabalha há um ano e meio com Neymar, o técnico da seleção brasileira disse ter com o atacante uma relação de lealdade e revelou um certo cansaço por ouvir que teria problemas com o camisa 10. “Eu cansei de ouvir isso. Posso falar com os meus 56 anos de cadeira sobre a capacidade e o caráter que ele tem, que se problemas tem, em qualquer momento e em qualquer circunstância, ele tem a grandeza dentro do vestiário e com as pessoas de direcionar, assim como eu tenho”, disse.

O técnico reconheceu que até ele, como jogador, também reagiu mal quando era alvo de faltas sucessivas, um problema que enxergou em Neymar. Mas encerrou com uma defesa contundente da personalidade do maior astro da seleção. “Eu posso falar do caráter e da índole do Neymar e do grande coração que ele tem”, emocionando o atacante, que abraçou o treinador e deixou a coletiva com as mãos no rosto para enxugar as lágrimas. 

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