Ouvir Baixar Podcast
  • 08h57 - 09h00 GMT
    Flash de notícias 21/11 08h57 GMT
  • 08h36 - 08h57 GMT
    Programa 21/11 08h36 GMT
  • 08h30 - 08h36 GMT
    Jornal 21/11 08h30 GMT
  • 14h27 - 14h30 GMT
    Flash de notícias 20/11 14h27 GMT
  • 14h06 - 14h27 GMT
    Programa 20/11 14h06 GMT
  • 14h00 - 14h06 GMT
    Jornal 20/11 14h00 GMT
  • 08h33 - 08h57 GMT
    Programa 19/11 08h33 GMT
  • 08h30 - 08h33 GMT
    Jornal 19/11 08h30 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.

Com Macron, França quer voltar à vanguarda da revolução política

Com Macron, França quer voltar à vanguarda da revolução política
 
Emmanuel Macron segue com seu objetivo de colocar a França na vanguarda política, segundo o cronista da RFI Alfredo Valladão. . REUTERS/Philippe Wojazer

A França, terra de grandes revoluções estava parada num conservantismo destrutivo. Tudo que acontecia no mundo era visto como uma ameaça ao tão decantado “modelo social” francês, considerado o mais livre, mais justo e mais fraterno. Enquanto isso, o país era incapaz de enfrentar os novos desafios econômicos, sociais e políticos do século XXI. Entra governo e sai governo mas tudo fica na mesma. Só que de repente, com a eleição de Emmanuel Macron à presidência, a França parece querer recuperar a velha vocação de vanguarda de uma nova revolução política.

Macron dinamitou o sistema de partidos tradicionais com uma nova maneira de “fazer política”. Em vez de um partido, ele promoveu um “movimento” – a “Republique en Marche” – congregando dezenas de milhares de voluntários cansados da velha politicagem. Os partidos de sempre atuavam de cima para baixo.

Primeiro, um congresso de militantes para eleger um líder e um diretório nacional. Segundo, a elaboração de um programa de governo por um pequeno grupo de dirigentes, a partir de uma visão ideológica dum futuro paraíso social. Terceiro, a utilização de todos os meios de comunicação e propaganda para “vender” a proposta aos eleitores. As bases, partidária e eleitoral, não tinham nenhuma voz ativa no processo. A “République en Marche” virou tudo de perna para o ar.

Estratégia “solucionática”

Durante a campanha, milhares de militantes voluntários saíram pelo país inteiro, porta a porta, tomando nota dos problemas, angústias e esperanças dos cidadãos – mais de 100.000 entrevistas. Foi a maior sondagem jamais realizada na França e ainda por cima de graça. A partir daí, os milhares de questionários foram mandados por internet e analisados por algoritmos.

O resultado então foi tratado por um grupo de 200 especialistas para redigir um programa compatível com as ideias do candidato. Nada de promessas idealistas ou “projetos de sociedade”: o objetivo central é como resolver os problemas detectados por eleitores de carne e osso. Os chamados “marcheurs” não querem saber de problemática, só interessa a “solucionática”.

No final das contas, o programa é construído de baixo para cima. E todo o movimento está hiperconectado por uma rede informática interna. Essa organização de novo tipo e de alta tecnologia, bem mais horizontal do que vertical, tirou um inédito coelho da cartola: alguns dias antes do primeiro turno do pleito presidencial, seis milhões de eleitores receberam chamadas telefônicas pedindo voto para Macron.

Experiência revolucionária

Mas uma coisa é ganhar uma eleição, outra é governar. Claro, o movimento também conseguiu eleger uma imensa maioria de deputados, mas na hora de aplicar o programa o controle da Assembleia Nacional não basta. É preciso uma força política mais disciplinada e organizada para sustentar a imagem do presidente e as decisões do governo junto à opinião pública.

A recente nomeação de Christophe Castaner, porta-voz e homem de confiança de Macron, para dirigir e transformar o movimento em partido político mostra que o presidente decidiu levar a tarefa a sério. Mas a ideia não é voltar ao passado da “velha política”.

O objetivo é simplesmente de consolidar o funcionamento em rede do movimento para que ele  possa funcionar de maneira permanente. Uma rede horizontal, baseada em pequenos grupos de referência no maior número possível de cidades francesas que continuam conversando com os habitantes para angariar ideias e explicar as ações do governo.

Não há dúvida de que se trata de uma experiência revolucionária, adaptada aos novos tempos das inovações tecnológicas e das empresas “start-up” que precisam de uma relação permanente com os clientes para definir seus produtos e processos de produção. Mas será que os cidadãos não vão sentir falta de uma utopia política, de um projeto de sociedade ideal? No frigir dos ovos, política também é feita de paixão e sonhos.


Sobre o mesmo assunto

  • França/governo

    França: governo anuncia plano de investimentos para estimular competividade

    Saiba mais

  • França

    Violência nas ruas marca primeira grande greve do governo Macron na França

    Saiba mais

  • Jornais franceses antecipam desafios do governo depois das férias

    Saiba mais

  • Trabalho

    Governo Macron lança as bases para a reforma trabalhista

    Saiba mais

  • França

    Após queda de quatro ministros, Macron anuncia novo governo francês

    Saiba mais

  • Macron enfrenta primeira crise com saída de 4 ministros do governo

    Saiba mais

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. ...
  5. seguinte >
  6. último >
Programas
 
O tempo de conexão expirou.