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França

Francesas exigem plano de urgência contra violência sexual

media França: "uma em cada duas mulheres é vítima de assédio ou violência sexual". Getty Images / Peter Dazeley

Cerca de cem celebridades femininas, entre ativistas da sociedade civil, artistas, escritoras, jornalistas e médicas, publicaram no Jornal de Domingo (5) uma carta aberta ao presidente da França, Emmanuel Macron, pedindo o lançamento de um plano de urgência para coibir a violência sexual contra as mulheres.

A carta vem em sequência da onda de denúncias de violência sexual na França, provocada pelo escândalo de assédios em série cometidos pelo produtor de cinema norte-americano Harvey Weinstein.

Segundo as autoras, uma em cada duas francesas já foi vítima de abuso ou assédio sexual. Por isso, o objetivo da carta é denunciar essa “insuportável negação coletiva de uma sociedade que maltrata as mulheres”.

Na carta, elas pedem ao governo que aplique na prevenção à violência contra a mulher um plano de urgência que esteja à altura dos orçamentos e das políticas públicas, já adotadas, por exemplo na prevenção dos acidentes rodoviários, “que têm demonstrado bons resultados”.

Cinco medidas são sugeridas pelas autoras da carta aberta:

1) A duplicação imediata das verbas de subvenção das associações que acolhem as vítimas.

2) Treinamento especializado obrigatório para os profissionais que atendem as vítimas (enfermeiros, médicos, policiais, assistentes sociais etc).

3) A criação de carteira de não-violência no ensino médio, como a carteira de segurança rodoviária já concedida aos maiores de 14 anos para conduzir veículos de duas rodas.

4) Treinamento obrigatório nas empresas contra o assédio sexual no trabalho.

5) Uma vasta campanha de comunicação em nível nacional.

Entre as assinantes da carta estão: Lisa Azuelos (diretora de cinema), Zabou Breitman (atriz), Marie Darrieussecq (escritora), Tatiana de Rosnay (escritora), Rokhaya Diallo (jornalista), Valérie Donzelli (atriz, diretora de cinema), Imany (chanteuse), Agnès Jaoui (atriz, dramaturga, diretora de teatro), Sandra Laugier (filósofa), Michela Marzano (filósofa) ou encore Anna Mouglalis (atriz).

 

 

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