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França

Na Guiana Francesa, presidente francês diz que não é "Papai Noel"

media O presidente francês, Emmanuel Macron, em visita à Guiana Francesa. REUTERS/Alain Jocard/Pool

O presidente francês, Emmanuel Macron, não dá trégua às declarações polêmicas. Depois de sugerir que os opositores à sua reforma do trabalho são preguiçosos e que os sindicalistas são bagunceiros, em visita à Guiana Francesa, o chefe de Estado declarou, na quinta-feira (26), que não é "Papai Noel".

"Não sou Papai Noel porque os guianenses não são crianças", afirmou, comentando as promessas que o governo anterior fez para tentar resolver uma grave crise no território.

O presidente francês está Guiana Francesa para discutir a insatisfação da população, revoltada com o adiamento de um pacote financeiro de emergência de € 2 bilhões para o departamento ultramarino, que faz fronteira com o Brasil. Em março e abril, um amplo movimento social realizou greves gerais, paralisando durante semanas o território francês na América do Sul.

Na época, o governo do então presidente François Hollande concluiu um plano de emergência com os manifestantes, orçado em € 1,08 bilhão. Mas o movimento social também solicitou um fundo de € 2,1 bilhões, além de medidas suplementares, pedidos sobre os quais os guianenses receberam uma resposta reticente.

"O Estado fez promessas demais que não foram mantidas. Então, estou aqui para dizer de forma verdadeira como eu vejo as coisas, fazer engajamentos que vou manter durante meu mandato e garantir elementos indispensáveis de autoridade neste território", reiterou Macron.

Manifestações pelo respeito dos acordos

A declaração não parece ter acalmado os ânimos. Antes da chegada de Macron, na quarta-feira (25), cerca de 300 pessoas se reuniram em Caiena para exigir que os acordos sejam respeitados.

Na quinta-feira, um protesto do coletivo Pou Lagwiyann Dékolé (Para que a Guiana Decole) reuniu mais de mil pessoas diante da prefeitura da capital, onde foram registrados confrontos com as forças de ordem e cinco pessoas foram presas. Os manifestantes exigem ser recebidos por Macron.

Clandestinos brasileiros

O presidente francês termina sua viagem à Guiana Francesa nesta sexta-feira (27). Ele ainda fará uma coletiva de imprensa na Secretaria de Segurança Pública de Caiena, mas declarou de antemão que pretende voltar rapidamente ao território.

Situado a sete mil quilômetros de Paris, o território francês - do tamanho de Portugal -, acumula dificuldades e atrasos: imigração clandestina massiva de brasileiros e haitianos, insegurança, sistema de saúde e educação precários e alta taxa de desemprego.

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