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França

Obra banida do Louvre devido à “conotação sexual” é acolhida pelo Centro Pompidou

media Artista holandês Joep Van Lieshout diante da obra "Domestikator", exposta no pátio externo do Beaubourg. REUTERS/Charles Platiau

“Domestikator”, que deveria ser instalada em frente ao museu do Louvre durante a edição de 2017 da Feira Internacional de Arte Contemporânea (Fiac), que começa nesta quinta-feira (19), teve sua exibição cancelada devido à sua “conotação sexual”. Mas finalmente a obra, que sugere uma relação de um homem com um animal, é exposta no pátio do Centro Pompidou, no coração de Paris.

A instalação monumental do ateliê holandês Van Lieshout tem12 metros de altura e é formada por grandes blocos geométricos vermelhos de material reciclável. “Domestikator” foi exposta durante três anos, até o início deste mês, em um parque da cidade de Bochum, no oeste da Alemanha, onde foi aclamada pela crítica. Na França, apesar de estar prevista para que fosse exibida no final de outubro, ela não chegou nem mesmo a desembarcar.

Em uma carta enviada à Fiac, o presidente do Louvre, Jean-Luc Martinez, recusou apresentá-la diante do museu. “Apesar de expor de forma lúdica e artística a dominação do homem sobre o planeta Terra, é impossível ignorar a conotação sexual da instalação”, escreveu o presidente da instituição.

Diante do impasse, o Museu Nacional de Arte Moderna Pompidou resolveu acolher a instalação. “A obra do ateliê Van Lieshout é uma magnífica utopia em contato com o espaço público”, comentou o diretor da instituição, Bernard Blistène.

O escultor Joep Van Lieshout disse estar feliz com o fato de que "os visitantes do Centro Pompidou poderão ter a oportunidade viver a experiência dessa obra”. Ele espera que a iniciativa do museu, conhecido também como Beaubourg, “gere questões e diálogo sobre a complexidade do problema da domesticação em nosso mundo”.

Essa não é a primeira vez que uma obra de arte provoca polêmica ao ser instalada durante a Fiac, um dos principais eventos de arte contemporânea do mundo. Há três anos, a instalação de uma árvore de natal inflável, assinada pelo artista americano Paul McCarthy, causou polêmica ao ser associada a um vibrador gigante ao lado do obelisco da praça Vendôme, endereço das grandes joalherias da capital francesa. A obra chegou a ser vandalizada e acabou sendo desmontada.

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