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França

"Não podemos acolher toda a miséria do mundo", diz Macron sobre imigração na França

media Macron diz que apesar da tradição de asilo da França, o país tem que ser mais “exigente” no seu dispositivo de acolhimento de refugiados. REUTERS/Philippe Wojazer

O presidente francês Emmanuel Macron fez nesta quarta-feira (18) um discurso sobre a questão da segurança no país. Ao falar sobre a imigração, o chefe de Estado prometeu que a França será mais “exigente” no seu dispositivo de acolhimento de refugiados e avisou que pretende endurecer os controles para expulsar os migrantes clandestinos.

Macron disse que o país precisa rever a gestão dos fluxos migratórios. “A República francesa foi fundada a partir de uma tradição de acolhimento e de asilo, à qual eu sou muito apegado”, declarou o presidente. No entanto, o chefe de Estado ressaltou que a França não tem recebido bem os migrantes. “Os procedimentos levam muito tempo”, continuou, explicando que quer que o país continue recebendo migrantes mas “de maneira mais exigente e conforme nossos valores”.

O presidente também falou da situação dos clandestinos que, segundo ele, não devem mais ficar no país. “Quero que voltemos a ser eficazes na política de expulsão”, disse Macron. Para ele, a França deve ser inflexível com aqueles que não dispõem de uma permissão de estadia.

A declaração de Macron, que promete uma nova lei sobre a imigração no início de 2018, confirma um discurso que o presidente vem sinalizando desde que assumiu o cargo, há cerca de cinco meses. O chefe de Estado faz uma distinção clara entre as pessoas que podem solicitar asilo e as demais, qualificadas frequentemente de “migrantes econômicos”.

“Mesmo se temos que assumir nossa parte, não podemos acolher toda a miséria do mundo”, disse Macron. A frase não é inédita. Em 1990, o então primeiro-ministro francês Michel Rocard deu a mesma declaração, que provocou muita polêmica na época.

A França registrou 85 mil pedidos de asilo em 2016, dos quais apenas 36 mil foram aceitos. Os demais, quando não são imediatamente expulsos, geralmente engrossam as estatísticas dos clandestinos que permanecem em solo francês.

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