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França

França julga artista por exibicionismo após performance seminua no Louvre

media A artista Deborah de Robertis lançou campanha sobre sua performance no Louvre em sua sua conta no Twitter. Twitter/Deborah de Robertis

A artista Deborah de Robertis, de 33 anos, está sendo julgada nesta quarta-feira (18) por exibicionismo pelo Tribunal Correcional de Paris. O processo acontece após a queixa do Museu do Louvre contra uma performance da artista franco-luxemburguesa que posou seminua na frente do quadro da Mona Lisa, no final de setembro. A artista se defende dizendo que faz “arte, que está representando”.

Essa não foi a primeira performance ousada de Deborah de Robertis em museus franceses. Ela já posou nua ou seminua no Artes Decorativas, no Orsay e na Casa Europeia da Fotografia. Mas o Museu do Louvre, que recentemente já havia censurado uma obra por sua conotação sexual, foi a primeira instituição a entrar com queixa na Justiça.

No dia 29 de setembro, a artista, usando um macacão preto completamente aberto na frente, se sentou em frente ao quadro da Mona Lisa e abriu as pernas, mostrando seu sexo. Para não perder nenhum momento de sua performance, ela fixou uma câmera de vídeo em sua testa e filmou tudo.

“O que essa nudez lhe diz? O que ela mostra?” perguntou Deborah de Robertis aos visitantes do museu. Na sequência, a própria artista respondia: “ela mostra a hipocrisia de uma instituição que só aceita o nu quando ele está emoldurado e pendurado na parede“.

Irritados com uma performance anterior da artista, os vigias do Louvre intervieram rapidamente e a retiraram do local. Ela chegou a ser detida para averiguação, antes de ser acusada por exibicionismo.

Performance artística

Deborah de Robertis contesta formalmente ter feito qualquer tipo de exibicionismo. Ela declarou à imprensa francesa que é impossível negar o enfoque artístico de sua performance. “Não entendo porque o sexo de uma mulher, como eu o exponho, seja chocante”, afirma. “É visivelmente um espetáculo. Estou sempre maquiada, faço discursos e dirijo minhas performances”, se defende.

Segundo ela, as salas de museus são ideais para suas performances: “Ao posar em frente dos quadros que escolho, simbolicamente eu tento fazer uma incursão pela história, isto é, tento ocupar um espaço”.

No início do ano, a artista franco-luxemburguesa já havia sido julgada por exibicionismo em um outro processo, iniciado por uma visitante de um dos museus onde atuou, mas não foi condenada. Na época, o Tribunal reconheceu o caráter artístico de sua atuação.

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