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França

Cerca de 500 crianças vivem sem-teto em Paris, denuncia associação

media Várias famílias com crianças passam suas noites das ruas de Paris, apesar das baixas temperaturas. AFP PHOTO JOEL SAGET

O presidente do Samusocial, uma associação francesa sem fins lucrativos que ajuda pessoas em situação de precariedade extrema, denunciou em uma tribuna no jornal francês Le Monde a degradação das condições de vida dos menores de idade. Segundo ele, centenas de crianças não têm onde morar em Paris.

Eric Pliez, que preside o Samusocial na capital francesas, afirma que a cada noite cerca de 500 crianças dormem nas ruas parisienses, ou tentam se refugiar nos serviços de urgência dos hospitais. “O que acontecerá com elas daqui algumas semanas, quando as temperaturas vão começar a cair”, diz, lembrando que o inverno se aproxima na Europa.

O presidente da associação explica nas páginas do Le Monde que chegou às bancas na tarde desta quarta-feira (18) que essa situação se deve, em partes, a um sistema de acolhimento sem-teto que está saturado. As crianças e suas famílias (migrantes ou franceses) que não têm onde morar normalmente são enviadas para pequenos hotéis, pagos pelo governo, para uma estadia que deveria ser temporária, comenta Pliez, mas que acaba perdurando. Segundo ele, atualmente 44% dessa população vive em hotéis precários há mais de dois anos.

Além disso, continua, esse sistema não é suficiente, pois muitos nem são recebidos pelos serviços sociais e acabam tendo as ruas como única solução. “É urgente que todos se mobilizem para que essas famílias sem-teto possam atravessar o inverno abrigadas”, insiste.

O apelo é feito um dia após o presidente francês Emmanuel Macron lançar o debate sobre a precariedade entre os jovens e crianças, aproveitando o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza. De acordo com as estatísticas, metade das pessoas que vivem abaixo da linha da pobreza na França têm menos de 30 anos de idade e 3 milhões seriam crianças.

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