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França

Airbus se une a empresa canadense para dominar mercado aéreo de médio porte

media Tom Enders, presidente da Airbus, e Alain Bellemare, presidente da Bombardier, posam para fotos durante coletiva de imprensa em Colomiers, na França, em 17 de outubro de 2017. REUTERS/Regis Duvignau

O presidente da Airbus, Tom Enders, afirmou nesta terça-feira (17) em Toulouse, sede da empresa na França, que a Bombardier e a Airbus deverão ser "capazes de ocupar 50% do mercado" de aeronaves entre 100 e 150 lugares, uma participação estimada em cerca de 6 mil aviões, ao longo de 20 anos.

O presidente da Airbus, comemorou com o CEO da Bombardier, Alain Bellemare, o acordo anunciado na noite desta segunda-feira (16) com o fabricante canadense dos aviões CSeries, que possuem entre 100 a 150 assentos.

De acordo com os termos do contrato, a Airbus será detentora de 50,01% da empresa que gerencia o programa CSeries, que vem complementar a gama de aeronaves da Airbus, cuja versão menor, a A319, é capaz de transportar no mínimo 140 passageiros.

"Com um avião como este, não existem outros concorrentes - devemos ser capazes de ocupar 50% do mercado", assegurou Enders, mostrando o avião CS300 estacionado na pista de acesso, ao lado de um Airbus A320 Neo.

De acordo com Bellemare, o potencial de mercado deve durar 20 anos, contabilizando cerca de 6 mil aeronaves. "Este é um mercado que não foi bem servido nos últimos anos, porque não houve um novo avião na faixa dos 100 a 150 lugares", disse ele, enfatizando "o excelente desempenho da CSeries” e “benefícios econômicos notáveis” ​​para ambas as companhias aéreas. "Este é um momento decisivo para a Bombardier", acrescentou.

Fábrica continuará no Canadá

A sede do programa e a principal linha de montagem dos aviões de médio porte das CSeries permanecerão em Quebec. Uma segunda linha de montagem será estabelecida em Mobile, Alabama (sul dos Estados Unidos), onde a Airbus instalou uma unidade de produção para sua família de aeronaves A320. Os Estados Unidos são considerados o principal mercado para esta categoria de aviões, de acordo com Enders.

Uma decisão estratégica uma vez que "quando você produz um aparelho nos Estados Unidos, ele não está sujeito a impostos de importação de acordo com as regras atuais do país", explicou o presidente da Bombardier.

O canadense está sob pressão das autoridades dos EUA, que impuseram, devido à pressão da concorrente Boeing, cerca de 220% de royalties sobre este tipo de aeronave importada em suas terras, e um imposto antidumping de 80%.

A Boeing sofreu com uma queda inesperada de suas ações em Wall Street, na tarde desta terça-feira, após o anúncio do acordo entre a Airbus e a Bombardier. A empresa acusa a Bombardier de ter fabricado seus aviões graças a subvenções públicas, e de tê-los vendido posteriormente à Delta Air Lines, que adquiriu 75 aeronaves.

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